Interviews

Happy Birthday, Marx!

Es realmente difícil vencer la tentación de citar la primera frase del Manifiesto del Partido Comunista para referirse a un extraño acontecimiento, cuyo epicentro se encuentra en una pequeña ciudad alemana, y que le da nuevamente visibilidad a una figura que, nos guste o no, goza de una envidiable actualidad.

May 2018

Honoring Marx As An Activist

In 1888, Marx wrote, “philosophers have only interpreted the world, in various ways; the point, however, is to change it.”

May 2018

マルクス生誕200周年コメント集「いま、マルクスを読む意味」(3) #Marx200


掲載は氏名の50音順です。


編集者 林 陽一(はやし・よういち)
「今日までのあらゆる社会の歴史は、階級闘争の歴史である」。

May 2018

Buon compleanno Marx, libertario letto molto male


Salvatore Cannavò

Marx è vivo e lotta insieme a noi. Lo slogan è un po’ scontato e forse abusato. Ma sorprendentemente vero. Nel duecentenario della nascita l’autore de Il Capitale e de Il Manifesto del partito comunista mantiene una attualità e una vitalità innegabili.

April 2018

Marx Attacks: el pensador vuelve a ser capital

Karl Marx fue expulsado sin miramientos por la puerta principal del siglo XX, y vuelve a entra por la ventana de atrás en el XXI.

April 2018

“Marx: ontem, hoje e Amanhã”, Valor Econômico, 27 April 2018, p. 19-20.

 

Marx pode inspirar. Ou amedrontar.  Ou apenas irritar. Depende da posição ideológica de quem o observe. Mas também vai influir o grau de conhecimento que se tenha de sua obra, enorme, não apenas pelas complexidades de leitura, mas porque permanece envolta, em boa parte, na obscuridade das coisas guardadas e não publicadas. Some-se a isto sua incansável disposição para rever o que escrevia, e tem-se o principal traço definidor do Marx sem dúvida respeitável, seja qual for o olhar que lhe seja dirigido, por seu inaudito esforço para compreender o mundo que, nada desprentensiosamente, é verdade, pretendeu transformar.
um importante traço definidor do Marx sem dúvida respeitável, seja qual for o olhar que lhe seja dirigido, por seu inaudito esforço para compreender o mundo que, nada despretensiosamente, pretendeu transformar: ele também se questionava.
Nos 200 anos de seu nascimento, completados neste 5 de maio, crentes e descrentes da durabilidade teórico-política da obra de Marx não se furtam, ou não escapam, a uma indagação intrigante: até que ponto poderiam ter ido suas lucubrações revisionistas? Ou, no mínimo: como compreender essa particularidade de identidade intelectual para se ter noção pelo menos aproximada do espírito norteador de seu trabalho e entender, enfim, por que ele permanece inspirador, amedrontador, irritante?
Instigante, ele continua sendo, sai século, entra século. Estuda-se Marx com interminável interesse, mesmo se feita a ressalva de que na Universidade, particularmente, parece haver uma certa tendência a enquadrá-lo em categorias departamentalizadas, como disse José Paulo Netto, professor emérito da Universidade do Rio de Janeiro, em curso sobre a atualidade do Manifesto Comunista. Há quem imagine que Marx era economista, por exemplo. Outros veem nele o filósofo. Ou um bom fornecedor de referências para análises sociológicas, inclusive no campo da psicologia social. Mais adequado é dizer que Marx fez uma crítica da economia política, e terminou fundando uma teoria social da ordem burguesa, acrescentou José Paulo. Não por outra razão, o título de seu trabalho maior não é, apenas, “O Capital”. É “O Capital – Crítica da Economia Política”, do qual concluiu a primeira redação em 1865. Anos antes, porém, em 1859, publicou “Para a Crítica da Economia Política”, uma espécie de introdução ao tema.
O que ele pretendia com suas pesquisas, desde antes? Em carta de 5 de março de 1852 a Joseph Weydemeyer, Marx diz que “nenhum crédito me é devido “pela descoberta da existência de classes na sociedade moderna ou a luta entre elas”. E adiante: “Muito tempo antes de mim, historiadores burgueses descreveram o desenvolvimento histórico dessa luta de classes e economistas burgueses, a anatomia econômica de classes. O que fiz de novo foi provar: que a existência de classes está ligada às particulares fases históricas do desenvolvimento da produção; que a luta de classes necessariamente leva à ditadura do proletariado; que essa ditadura, em si mesma, constitui apenas a transição para a abolição de todas classes e para uma sociedade sem classes” (citado nos “Arquivos Marx/Engels”).
Isso, ele dizia 166 anos atrás. Mas, como afirmou um dia, em 1907, o filósofo e historiador italiano Benedetto Croce, Marx já estaria, no princípio do século passado, “definitivamente morto para a humanidade”?
Depois de Croce, os anúncios fúnebres repetiram-se sem cessar, mas, como observa Hugo da Gama Cerqueira, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, “o defunto teimou em levantar-se e mostrar-se absolutamente vivo e atual, uma referência incontornável para quem quer compreender o nosso tempo”. É o que ocorreu recentemente, lembra Cerqueira, após a crise econômica de 2008, quando se passou a falar em um “retorno a Marx”. Até mesmo a insuspeita revista “Time” reconheceu que estava ocorrendo uma “vingança de Marx” sobre seus adversários.
Outros críticos de Marx não hesitam em reconhecer o valor de sua obra. Mas logo em seguida ressalvam que, por se tratar de um estudo do capitalismo inglês no século XIX ou do capitalismo na sua forma concorrencial, suas hipóteses e conclusões teriam ficado datadas.
“Contudo, se é óbvio que o capitalismo contemporâneo é, em diversos aspectos, diferente daquele que havia no século XIX, não é menos verdade que “O Capital” não é um texto convencional de história econômica, não é um estudo do capitalismo inglês em um período determinado”, afirma Cerqueira. Ao contrário, o objetivo de Marx, ao formular sua teoria, era apresentar as características essenciais do capitalismo, “a organização interna do modo de produção capitalista”, os conceitos que devem fundamentar a análise de qualquer período ou tipo de capitalismo. “E o que ele mostrou de modo pioneiro e com muita lucidez foi a estrutura peculiar das economias capitalistas: sua natureza intrinsecamente expansiva, que ao mesmo tempo as torna inexoravelmente propensas a crises; a forma impessoal que a dominação política e a exploração econômica assumem nessas sociedades; a natureza histórica das relações sociais capitalistas que se esconde em uma aparente naturalidade etc.”
A conclusão, segundo Cerqueira, só pode ser uma: “O capitalismo que está aí ainda é o mesmo capitalismo examinado por Marx. E “O Capital” é a melhor análise teórica já feita sobre as estruturas fundamentais da nossa sociedade ou, como diria Marx, sobre “as leis econômicas que regem o movimento das sociedades modernas”.
Para entender as ideias de Marx é crucial lembrar que, embora ele fosse um intelectual socialista, seus argumentos foram desenvolvidos na tradição dos fisiocratas franceses, como Quesnay e Turgot, e dos autores da economia política clássica britânica, como Smith e Ricardo, lembra Matías Vernengo, professor da Bucknell University, nos Estados Unidos, e editor-chefe do “The New Palgrave Dictionary of Economics”.
Os autores clássicos enfatizavam o conflito de classes e a instabilidade do sistema capitalista. Explica Vernengo que Ricardo, o primeiro economista a estabelecer formalmente a relação negativa e conflitiva entre lucros e salários, acreditava que a Inglaterra teria rendimentos decrescentes na agricultura, que isso pressionaria a taxa de lucro para baixo e reduziria o ritmo de acumulação. Haveria, assim, uma tendência à queda da taxa de lucro.
Marx descartou a preocupação ricardiana com os rendimentos decrescentes, mas manteve a ideia da lei de tendência da taxa de lucro. Para ele, a queda da taxa de lucro estaria relacionada ao progresso técnico. Marx sugeria que o processo de desenvolvimento exigia uma maior mecanização do processo produtivo. Isso reduzia o número de trabalhadores ocupados na produção e impunha um limite à sua exploração. Do mesmo modo, ao aumentar a massa de capital sobre o qual os lucros eram obtidos, a crescente mecanização reduzia a taxa de lucro da economia.
Para Marx, o próprio funcionamento do modo de produção capitalista trazia o germe do seu colapso inexorável. “As razões pelas quais o estudo da economia se afastou dos economistas políticos clássicos e de Marx são complexas, e precedem o desenvolvimento do marxismo”, comenta Vernengo, para acrescentar: “O abandono da tradição clássica foi influenciado pela ênfase na noção de conflito de classes. Problemas lógicos para explicar a queda da taxa de lucro, que não tende a cair com o progresso técnico, que reduz os custos de produção e permite o aumento dos lucros, com os salários reais dados, também não favoreceram a tradição marxista”.
Não foram poucas as revoluções que ocorreram no século XX, além da 1917 na Rússia, conduzidas sob a bandeira de representarem uma herança do pensamento de Marx. “Isso tem a ver com o fato de que os grupos revolucionários assumidamente marxistas procuravam deixar claros seus objetivos de realizar profundas transformações na estrutura da sociedade em que ocorria a revolução e não uma simples mudança nos quadros ou nas instituições políticas”, observa Jorge Luís da Silva Grespan, professor do departamento de história da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo., “Marx havia feito essa distinção clara entre uma revolução apenas política e outra que, por intermédio da política, visasse alterar a forma e a distribuição da propriedade dos meios de produção e, assim, a organização das classes sociais”.
De todo modo, nunca seria uma questão atemporal. “As condições históricas no tempo de Marx e nos tempos de Lênin, Mao Tsé-Tung, Che Guevara e outros eram completamente distintas”, observa Grespan. “E os problemas específicos a cada processo revolucionário exigiram soluções também específicas.” Em outras palavras, “não é possível estabelecer uma conexão unívoca entre a crítica de Marx ao capitalismo e suas propostas de superação desse sistema pelo socialismo e os acontecimentos do século XX”.
Marcello Musto, professor de teoria sociológica na York University, do Canadá, faz ponderações do mesmo gênero:
“Diferentemente da tese da fatalidade histórica do modo de produção burguesa - que lhe foi erroneamente atribuída por muitos marxistas e anti-marxistas -- Marx não afirmou que a sociedade humana estava destinada a percorrer o mesmo caminho em todo lugar, ao expor suas reflexões sobre o capitalismo”. Da mesma forma, não profetizava que o desenvolvimento do comunismo devesse realizar-se através de etapas determinadas e obrigatórias. Clara prova disso “é a controvérsia sobre a perspectiva do desenvolvimento capitalista na Rússia, sobre a qual ele escreveu entre 1877 e 1881”.
As concepções que Marx a respeito de especificidades de tempo e lugar desenvolveram-se num processo. Como Musto narra em seu livro “O Velho Marx – Os Últimos Anos, 1881-1883 (que a Boitempo publicará em breve), “nos últimos anos de sua vida, o contato com os populistas russos, tal como ocorrera uma década antes com os “communards” parisienses, contribuiu para o amadurecimento de uma nova convicção: além da possível sucessão dos modos de produção no curso da história, também a irrupção dos eventos revolucionários e as subjetividades que os determinam passaram a ser avaliados com mais elasticidade. Tratava-se, de fato, do ponto de chegada a um verdadeiro internacionalismo em escala global, e não mais apenas europeia”.
Essa “concepção multilinear”, segundo Musto, obrigou Marx a dedicar atenção ainda maior às especificidades históricas e ao desenvolvimento desigual das condições políticas e econômicas entre países e contextos sociais diferentes, “o que certamente contribuiu para aumentar as dificuldades ao longo do percurso, já acidentado, da finalização dos livros restantes de “O Capital”. E assim, “conduzido pela dúvida e pela hostilidade aos esquematismos do passado e a novos dogmatismos que começavam a nascer em seu nome, ele considerou possível a eclosão da revolução em condições e formas até então jamais vislumbradas”.
Haveria transições diferentes, no tempo, no lugar e na substância. “Marx soube escapar da armadilha do determinismo econômico, na qual caíram diversos de seus seguidores e pretensos continuadores. Ele rejeitou as rígidas representações que ligavam as mudanças sociais unicamente às transformações econômicas. Defendeu, em vez disso, a especificidade das condições históricas, as múltiplas possibilidades que o curso do tempo oferecia e a centralidade da intervenção humana para modificar a realidade e efetuar a mudança”, explica Musto, que conclui em sua entrevista ao Valor: “É incomensurávela distância entre Marx e a equiparação entre socialismo e forças produtivas que, com inflexões nacionalistas e simpatias pelo colonialismo, ganhou espaço tanto no seio da Segunda Internacional como entre os partidos socialdemocratas. Para Marx, o futuro estava nas mãos da classe trabalhadora e de sua capacidade de determinar profundas transformações sociais, por meio de suas próprias organizações e travando suas próprias lutas”.
Para Vernengo, é importante notar que Marx foi um dos primeiros autores a descrever os ciclos econômicos, e as recorrentes crises financeiras do capitalismo, no que ele chamava de crises de realização. É nesse contexto que sua obra se aproxima da de John Maynard Keynes, o economista e intelectual que ficou famoso por tentar salvar o capitalismo de si mesmo depois da Grande Depressão.
“Para ambos, as crises recorrentes do sistema capitalista estavam, e presumivelmente ainda estão, associadas à falta de demanda agregada”, observa Vernengo. “Marxistas tendem a enfatizar o papel da queda da taxa de lucro na demanda por bens de investimento, enquanto keynesianos sugerem que restrições financeiras num mundo dominado pelo consumo de massa na base do endividamento privado levam à queda do consumo. Em ambos os casos, bolhas especulativas, excessiva alavancagem financeira, contabilidade criativa e problemas de informação com instrumentos financeiros cada vez mais complexos exacerbam a crise.”
Entre simpatizantes, ou adeptos, do pensamento marxista, um dia haverá de dar-se a sincronia entre socialização política (não “da” política, que já se tem hoje, de certa forma), com a tomada do poder pelos trabalhadores, e socialização econômica. E então a revolução social estará concluída (o que não teria acontecido na Rússia, em 1917, onde, em suma, deu-se apenas a apropriação do poder por uma classe burocrática e a estatização da economia). Seria preciso ter paciência. Afinal, o capitalismo, por sua vez, foi sendo gestado ao longo de séculos.
No mundo de hoje, o capitalismo continua vivendo crises como a que começou em 1929 e se estendeu até a Segunda Guerra Mundial, ou como a que começou em 2008 e chega até hoje. Grespan comenta: “Crises profundas como essas deixam claro que a permanência do capitalismo custa muito caro em termos humanos e ecológicos”. Parece inegável, então, que “a questão da sobrevivência do capitalismo está posta, apesar dos que a querem negar, como nunca antes”. E a obra de Marx, “para além dos sucessos e fracassos das revoluções que reivindicaram seu nome, permanece como uma preciosa fonte de inspiração e de debate sobre a velha questão ‘do que fazer’”.

April 2018

أهمية ماركس في الزمن الراهن-حديث مع إريك هوبسباوم

 

 

 150 عاماً بعد صدور كتاب "أسس نقد الإقتصاد السياسي"
حديث مع إريك هوبسباوم أجراه مارشيلو موست
ترجمة: مازن الحسيني - براغ

[ يعتبر إريك هوبسباوم واحد من أعظم المؤرخين الأحياء، وهو يشغل في الوقت الحاضر منصب رئيس كلية بيركبك في جامعة لندن، كما أنه بروفسوراً فخرياً في ذي النيو سكول للبحث الإجتماعي في نيويورك بالولايات المتحدة الأمريكية. وتشمل قائمة مؤلفاته الطويلة ثلاثيته الشهيرة عن "القرن التاسع عشر الطويل" وهي : كتاب "عصرالثورة : أوروبا في فترة 1789 – 1848"، الذي صدر في العام 1962، وكتاب "عصر رأس المال، 1848 – 1874" الذي صدر في العام 1975، وكتاب "عصر الإمبراطورية: 1875 – 1914" الذي صدر في العام 1987. كما تشمل القائمة كتاب "عصر التطرف: القرن العشرين القصير: 1914- 1991" الذي صدر في العام 1994.
أما مارشيلو موستو فهو محرر كتاب كارل ماركس "أسس نقد الإقتصاد السياسي" الذي صدر في العام 2008 عن دار روتلدج Routledge في لندن ونيويورك.]

(1) مارشيلو موستو: بروفسور هوبسباوم، لقد مر عقدان منذ 1989 عندما جرى على عجل الحكم على كارل ماركس بالنسيان، ولكنه عاد مجدداً إلى دائرة الضوء، بعد أن تحرر من دور "أداة الحكم"، ذلك الدور الذي أسنده إليه الإتحاد السوفييتي، وأيضاً من قيود "الماركسية – اللينينية". إنه لم يحظ فقط خلال السنوات القليلة الماضية بالإهتمام الفكري من خلال إعادة نشر أعماله، ولكن أصبح أيضاً موضع اهتمام متزايد على نطاق واسع. ففي العام 2003 خصصت مجلة "نوفيل أوبزرفاتير" الفرنسية عددا خاصاً لكارل ماركس تحت عنوان "مفكر الألفية الثالثة". وبعد مضي عام على ذلك، اختار أكثر من نصف مليون ألماني وألمانية من مشاهدي قناة زد دي إف (ZDF) التليفزيونية في استطلاع رأي رعته القناة ذاتها، كارل ماركس كأهم شخصية ألمانية على مر العصور، وجاء ترتيبه الثالث في التصنيف العام، والأول في تصنيف "الأهمية الراهنة". وفي العام 2005، نشرت مجلة "دير شبيجل " الألمانية صورته على غلافها تحت عنوان "عودة الشبح". وفي الوقت ذاته اختار المستمعون لبرنامج "عصرنا" في راديو 4 التابع لهيئة الإذاعة البريطانية ماركس كأعظم الفلاسفة في التاريخ. لقد قلت بروفسور هوبسباوم في حديث لك مؤخراً مع جاك أتالا إن من المفارقات أن " الرأسماليين أكثر من غيرهم هم من يقومون بإعادة اكتشاف ماركس" وتحدثت عن ما انتابك من دهشة عندما قال لك رجل الأعمال والسياسي الليبرالي جورج سوروس: "كنت أقرأ للتو ماركس. وثمة الكثير من الصواب فيما يقول".
على الرغم من أن إعادة إحياء ماركس ما زالت ضعيفة وإلى حد ما مبهمة، ما هي، في رأيك أسبابها ؟ هل من الممكن أن ينحصر الاهتمام بأعماله في دائرة المتخصصين والمثقفين، فتقدم في الدراسات الجامعية كأعمال كلاسيكية عظيمة من أعمال الفكر الحديث، التي يجب ألاَّ تندثر وتُنسى ؟ أم أن من الممكن أن يظهر في المستقبل "طلب على ماركس" من الجانب السياسي أيضاً ؟
إريك هوبسباوم : بلا شك هناك في العالم الرأسمالي إعادة إحياء للإهتمام العام بماركس، ولكن على الأرجح ليس من الأعضاء الجدد في الإتحاد الأوروبي من أوروبا الشرقية. وقد أدى إلى التسريع في انتعاش هذا الاهتمام حلول الذكرى السنوية المائة والخمسون لصدور "بيان الحزب الشيوعي"، الأمر الذي تزامن بشكل خاص مع وقوع الأزمة الاقتصادية الدولية الدراماتيكية في خضم فترة من عولمة السوق الحر المتسارعة للغاية. لقد تنبأ ماركس قبل 150 عاما بطبيعة الاقتصاد العالمي في مطلع القرن الحادي والعشرين، وذلك استنادا إلى تحليله للمجتمع البرجوازي. وليس هناك ما يثير الدهشة في أن الأذكياء من الرأسماليين، لا سيما في القطاع المالي المعولم، اهتموا بماركس. كانوا يدركون بالضرورة، أكثر من غيرهم، طبيعة عدم الاستقرار في الاقتصاد الرأسمالي الذين يعملون في إطاره. ولكن غالبية المثقفين اليساريين لم يعودوا يعرفون ما يفعلون بماركس. أصيبوا بالإحباط نتيجة لإنهيار المشروع الاشتراكي الديمقراطي في غالبية دول شمال الأطلسي في ثمانينيات القرن العشرين،ونتيجة لتحول غالبية الحكومات الوطنية إلى أيديولوجية السوق الحر، وأيضاً بسبب انهيار الأنظمة السياسية والاقتصادية التي كانت تدَّعي أنها تستلهم في أعمالها وسياساتها ماركس ولينين. بالإضافة إلى ذلك إن "الحركات الاجتماعية الجديدة"، مثل الحركات النسوية، إما أنه لم يكن لها أية صلة منطقية بمناهضة الرأسمالية (على الرغم من أن أعضاءها قد يكونوا منحازين إليها كأفراد)، أو أنها قامت بتحدي الإيمان بتقدم الإنسان اللامتناهي على الطبيعة، ذلك الإيمان الذي تشترك فيه الرأسمالية والإشتراكية التقليدية. وفي الوقت ذاته، كفَّت "البروليتاريا"، التي أضحت منقسمة على نفسها وآخذة في "التلاشي"، عن كونها الوسيلة التاريخية الموثوقة للتحول الاجتماعي التي تحدث عنها ماركس. كما أنه منذ 1968 أخذت الحركات الراديكالية الرئيسية تُفَضِّل العمل المباشر، الذي لا يستند بالضرورة إلى الكثير من المطالعة والتحليل النظري.
لا يعني هذا، بالطبع، أن اعتبار ماركس كمفكر كلاسيكي عظيم سيتوقف، رغم الحملة الثقافية القوية المعادية لماركس وللتحليل الماركسي التي شهدتها، لأسباب سياسية، بلدان كان فيها أحزاباً شيوعية قوية، وبشكل خاص في بلدان مثل فرنسا وإيطاليا، على سبيل المثال. وقد تكون تلك الحملة قد وصلت ذروتها في ثمانينيات وتسعينيات القرن العشرين. وهنالك مؤشرات الآن توحي بأن تلك الحملة قد وصلت إلى نهايتها.
(2) مارشيلو موستو: كان ماركس، طيلة حياته، باحثاً قديراً لا يكل؛ أدرك وحلل، أفضل من غيره من معاصريه، تطور الرأسمالية على المستوى العالمي. لقد فهم أن مولد الاقتصادي الدولي المعولم أمر ملازم لنمط الإنتاج الرأسمالي؛ وتنبأ بأن هذه العملية ستولد ليس نمواً ورفاهية فقط، كما كان يبشر به المنظرون والساسة الليبراليون، بل أيضاًً نزاعات عنيفة وأزمات اقتصادية ومظالم اجتماعية على نطاق واسع. لقد شهدنا في العقد الأخير الأزمة الاقتصادية في شرق آسيا التي بدأت في صيف 1997، وشهدنا أيضاً الأزمة الاقتصادية الأرجنتينية في 1999 – 2002. وشهدنا قبل كل شيء بداية أزمة الرهن العقاري التي بدأت في الولايات المتحدة الأمريكية في العام 2006، وأصبحت الآن أكبر أزمة مالية في فترة ما بعد الحرب العالمية الثانية. فهل يصح القول بأن عودة الإهتمام بماركس تعود أيضاً إلى الأزمة التي يعاني منها المجتمع الرأسمالي، وكذلك إلى قدرة ماركس الدائمة على تفسير التناقضات التي يشهدها عالم اليوم ؟
إريك هوبسباوم: سيعتمد استلهام اليسار لسياسته في المستقبل تحليل ماركس – كما كانت تفعل الحركات الإشتراكية والشيوعية القديمة – على ما سيحدث في العالم الرأسمالي. وهذا الأمر لا ينطبق على ماركس فقط، بل على اليسار كمشروع وأيديولوجية سياسية متماسكة. وبما أن عودة الاهتمام بماركس – كما تقول أنت محقاً – مردها إلى حد كبير – وأقول أنا بالأساس – إلى أزمة المجتمع الرأسمالي الراهنة، فإن المنظور في المستقبل يبدو واعداً أكثر مما كان في تسعينيات القرن العشرين. فالأزمة المالية الراهنة في العالم، والتي قد تصبح هبوطاً اقتصادياً رئيسياً في الولايات المتحدة الأمريكية، تضفي دراماتيكية على فشل "ديانة" السوق الحر العولمي الذي لا يخضع لأية رقابة وإشراف، ويُرغم حتى حكومة الولايات المتحدة الأمريكية على التفكير في اتخاذ إجراءات عامة تم نسيانها منذ ثلاثينيات القرن العشرين. إن الضغوط السياسية أدت فعلاً إلى إضعاف إلتزام الحكومات النيو ليبرالية اقتصادياً بالعولمة غير المقيدة وغير المحدودة والتي لا تخضع لأية قوانين. ففي بعض الحالات (الصين) تسبب التحول الشامل إلى اقتصاد السوق الحر بعدم مساواة وظلم على نطاق واسع مما تسبب بمشاكل كبيرة لاستقرار المجتمع، وأثار شكوكاً حتى على المستويات العليا للحكومة.
إن من الواضح أن أية "عودة إلى ماركس" ستكون بالأساس عودة إلى تحليل ماركس للرأسمالية ومكانتها في التطور التاريخي للإنسانية – بما في ذلك في الدرجة الأولى تحليله لعدم الاستقرار المركزي للتطور الرأسمالي الذي يمر عبر أزمات إقتصادية دورية تتولد ذاتياً، ولها أبعاداً سياسية واجتماعية. فليس بوسع أي ماركسي أن يصدق، ولو للحظة واحدة، ما كان يقوله الأيديولوجيون الليبراليون الجدد في العام 1989، بأن الرأسمالية الليبرالية قد وطدت أقدامها للأبد، وأن التاريخ قد وصل إلى نهايته، أو أن يصدق بأن بمقدور أي نظام علاقات إنسانية أن يكون نهائيا وحاسماً.
(3) مارشيلو موستو: هل تعتقد بأن القوى السياسية والفكرية اليسارية العالمية، التي تُسائل نفسها فيما يتعلق بالإشتراكية في القرن الجديد، ستخسر دليلاً أساسياً وجوهرياً في دراسة الواقع الراهن وتحويله، إذا هي تخلت عن أفكار ماركس ؟
إريك هوبسباوم: ليس بوسع أي إشتراكي أن يتخلى عن أفكار ماركس، بما أن إيمانه بأن الرأسمالية لا بد أن يخلفها مجتمع من نوع آخر ليس مبنياًعلى مجرد أمل أو رغبة، بل على تحليل جدي للتطور التاريخي، لا سيما في الحقبة الرأسمالية. فتنبؤه الفعلي بأن الرأسمالية سيحل محلها نظام تجري إدارته مجتمعياً، أو نظام مخطط ما زال يبدو منطقياً، على الرغم من أنه يقلل بالتأكيد من أهمية عناصر السوق التي ستسمر موجودة حتى في أي نظام أو أنظمة ما بعد الرأسمالية. وبما أنه امتنع عمداً عن التخمين فيما يتعلق بالمستقبل، فلا يمكن اعتباره مسؤولاً عن الطرق المحددة التي جرى تنظيم الاقتصاد وفقها في ظل "الإشتراكية الفعلية". أما فيما يتعلق بأهداف الإشتراكية، فماركس لم يكن المفكر الوحيد الذي كان يريد مجتمعاً خالياً من الاستغلال والاغتراب، مجتمعاً يمكن لجميع البشر أن يحققوا فيه كل قدراتهم. ولكنه كان الوحيد الذي عبَّر عن هذا الطموح أقوى من أي مفكر آخر. وما زالت كلماته تحتفظ بقوة الإلهام.
بيد أن ماركس لن يعود كإلهام سياسي بالنسبة لليسار إن لم يجر إدراك ضرورة عدم التعامل مع كتاباته كبرنامج سياسي مرجعي أو غيره، وعدم اعتبارها وصفا لحالة الرأسمالية العالمية الفعلية في الوقت الراهن.، بل كدليل لطريقة فهمه لطبيعة التطور الرأسمالي. كما يجب ألاَّ ننسى أنه لم ينجز عرضاً متماسكا وكاملا لأفكاره، على الرغم من محاولات إنجلز وغيره وقد جمعوا وقدموا الجزئين الثاني والثالث من كتاب "رأس المال" استناداً إلى أوراق ماركس ومدوناته. وكا يبدو من كتاب "أسس نقد الإقتصاد السياسي"، فإن كتاب "رأس المال" حتى ولو كان ماركس قد أنجزه، كان سيشكل مجرد جزء من خطة ماركس الأصلية، التي ربما كانت في منتهى الطموح.
ومن الناحية الأخرى، لن يعود ماركس إلى اليسار [الحالي] إلاَّ إذا جرى تخلي النشطاء الراديكاليون عن توجههم إلى جعل مناهضة الرأسمالية مناهضة للعولمة. إن العولمة قائمة وموجودة، ولا يمكن إلغاؤها ما دام المجتمع الإنساني قائم ولم ينهار. لقد أدرك ماركس في الواقع أن هذه حقيقة لا جدال فيها، ورحب بها من حيث المبدأ كرجل أممي. ولكن ما انتقده وما يجب علينا انتقاده هو هذا النوع من العولمة الذي أنتجته الرأسمالية.
(4) مارشيلو موستو: إن أحد كتب ماركس الذي أثار أكبر اهتمام في أوساط القراء والمعلقين الجدد هو كتاب "أسس نقد الإقتصاد السياسي" . لقد كتبه ماركس في الفترة ما بين 1857 و1858، وهو المسودة الأولى للنقد الذي قام به ماركس للإقتصاد السياسي، وبالتالي فهو العمل التحضيري الأولي لكتاب "رأس المال". إنه يحتوي على العديد من الأفكار حول قضايا لم يطورها ماركس في أماكن أخرى من أعماله التي لم ينهيها. لماذا برأيك استمرت هذه المخطوطات من أعمال ماركس تثير جدلاً أكثر من غيرها، على الرغم من أنه كتبها كي يلخص أسس انتقاده للإقتصاد السياسي ؟ ما السبب في رأيك لجاذبيتها المستمرة ؟
إريك هوبسباوم: برأيي إن كتاب "أسس نقد الإقتصاد السياسي" ترك هذا التأثير الدولي الكبير على المسرح الفكري الماركسي لسببين مترابطين. لم ينشر في الواقع قبل خمسينيات القرن العشرين، واحتوى، كما تقول، على أفكار بالنسبة لقضايا لم يطورها ماركس في أماكن أخرى. لم يكن ما ورد فيه جزءاً من منظومة الماركسية الأرثوذكسية التي جرى إلى حد كبيرالتعامل معها كـ"عقيدةلاهوتية" في الاشتراكية السوفييتية العالمية، ومع ذلك لم تكن الاشتراكية السوفييتية تستطيع ببساطة إنكارها والتنكر لها. وبالتالي كان بإمكان الماركسيين الذين يريدون انتقاد الأرثوذكسية أو توسيع مجال التحليل الماركسي بالإستناد إلى نص لا يمكن اتهامه بالزندقة أو معاداة الماركسية، استخدامه. ومن ثم فإن طبعتي السبعينيات والثمانينيات من القرن العشرين (قبل انهيار جدار برلين بفترة طويلة) من الكتاب ما زالتا تثيران جدلاً إلى حد كبير لأن ماركس أثار في هذه المخطوطات قضايا مهمة لم تعالج في كتاب "رأس المال"- على سبيل المثال القضايا التي أثرتها في مقدمتي للمقالات التي قمت أنت بجمعها [أسس نقد للاقتصاد السياسي لكارل ماركس بعد 150 عاماً، تحرير مارشيلو موستو، الذي صدر في لندن ونيويورك].
(5) مارشيلو موستو: في المقدمة لهذا الكتاب، الذي ألفه عدد من الخبراء الدوليين وصدر للاحتفال بالذكري السنوية المائة والخمسين لانتهاء ماركس من تأليفه، كتبت تقول: "لعل هذه هي اللحظة المناسبة للعودة إلى دراسة "اسس نقد الاقتصاد السياسي" دون قيود تفرضها الاعتبارات المعاصرة للسياسة اليسارية، بين هجوم نيكيتا خروتشوف على ستالين وسقوط ميخائيل جورباتشوف. بالإضافة إلى ذلك قلت، كي تؤكد على القيمة الهائلة لهذا النص، إن "أسس نقد الاقتصاد السياسي" يحتوي على "تحليل ورؤى، بشأن التكنولوجيا، على سبيل المثال، تنقل معالجة ماركس للرأسمالية إلى أبعد من القرن التاسع عشر بكثير، وإلى عصر مجتمع لا يعود الإنتاج فيه بحاجة إلى عمالة كثيفة، إلى الأتمتة، وتوفر إمكانية أوقات الفراغ، وبالتالي التحول من الاغتراب في ظروف كهذه. إنه النص الوحيد الذي يتخطى إلى حد ما تلميح ماركس الخاص بالمستقبل الشيوعي الوارد في "الأيديولوجية الألمانية". باختصار، لقد جرى وصفه بأنه "قمة تفكير ماركس وأغناه". بالتالي، ماذا ستكون نتيجة إعادة قراءة "أسس نقد الاقتصاد السياسي" اليوم ؟
إريك هوبسباوم: قد لا يكون هناك اليوم أكثر من حفنة من المحررين والمترجمين الذين يعرفون معرفة تامة هذا الحجم الضخم والصعب للغاية من النصوص. بيد أن إعادة قراءة، أو بالأحرى قراءة هذه النصوص اليوم سيساعدنا على إعادة التفكير في ماركس: من أجل أن نميِّز ما هو عام في تحليل ماركس للرأسمالية، وما كان خاصاً في أوضاع المجتمع البرجوازي في منتصف القرن التاسع عشر. لا يمكننا التنبؤ ما هي الاستنتاجات الممكنة والمحتملة لهذا التحليل، ولكننا نستطيع التنبؤ بأنها لن تحظى باتفاق يحظى بالإجماع.
(6) مارشيلو موستو: سؤال أخير: لماذا من المهم اليوم قراءة ماركس ؟
إريك هوبسباوم: إن من الواضح للغاية لكل من هو مهتم بالأفكار، أكان طالب جامعة أم لا، أن ماركس من أعظم العقول الفلسفية والمحللين الاقتصاديين في القرن التاسع عشر، وسيظل من أعظمهم، كما أنه كاتب نثر في غاية الرقي. لذا فإن من المهم أيضاً قراءة ماركس، لأن العالم الذي نعيش فيه اليوم لا يمكن فهمه من غير التأثيرالذي مارسته كتابات هذا الرجل على القرن العشرين. وأخيراً، يجب أن يُقرأ لأنه، كما قال هو نفسه، لا يمكن تغيير العالم بشكل فعال بدون فهمه – إن ماركس يظل دليلاً رائعاً لفهم العالم والمشاكل التي يجب علينا مواجهتها.

September 2017

International conference brings top Marx scholars to York University, YFile, 2 April 2017.

An international conference focused on Karl Marx’s Capital on its 150th anniversary will be held at York University this spring.

April 2017

Marx, la critica preveggente, L'Unità, 16 September, 2016.

Professor musto, partiamo dall'attualità di marx. perchè recuperare il suo pensiero, e soprattutto: di cosa parliamo quando ci rivolgiamo ancora alle sue opere per capire il presente, di un fantasma che ci inquieta, di una presenza ingombrante, di un tesoro da disseppellire.

September 2016

Marx in the Contemporary Political Scenario, Frontier, May 2016.

 

Interview with Marcello Musto by Sankar Ray & Nityananda Ghosh

Marcello Musto (1976) teaches Sociological Theory at York University (Toronto). His books and articles have been published worldwide in more than twenty languages.Among his edited and co-authored volumes, reprinted in several editions, there are: Karl Marx’s ‘Grundrisse’: Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later (2008 - Indian edition: Manohar, 2013); Marx for Today and The International after 150 Years: Labour Versus Capital, Then and Now(2015), all published by Routledge.

May 2016

It would be a mistake to confine Marxism to merely academic specialism, The News Daily, 8 May, 2016. 

 

Marcello Musto interviewed by Zaman Khan

Prof. Marcello Musto, one of the leading research scholars on Marxism in the 21st century, talks to TNS about the contemporary relevance of Marx’s thought. Prof. Marcello Musto, 40, one of the leading research scholars on Marxism in the 21st century, teaches Sociological Theory at York University (Toronto). His books and articles have been published worldwide in more than 20 languages.

May 2016

Marx in New Light, Frontline, 30 March, 2016.

 

Interview with Marcello Musto, professor of Sociological Theory at York University. By S.V. Rajadurai

MARCELLO MUSTO, 39, teaches Sociological Theory at York University (Toronto). His books and articles have been published worldwide in 20 languages.Among his edited and co-authored volumes, reprinted in several editions, are Karl Marx’s ‘Grundrisse’: Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later (2008 - Chinese translation, CRUP, 2012); Marx for Today (Chinese translation, CRUP, forthcoming 2016); and The International after 150 Years: Labour Versus Capital, Then and Now (2015), all published by Routledge.

April 2016

Mempelajari Kembali Marxisme, Bergelora.com, 25 March, 2016.

Pengantar Redaksi

Setelah Jakarta lumpuh oleh aksi demonstrasi sopir Bluebird ,Senin (22/3) lalu. Seorang budayawan membroadcast tulisan lewat grup Peduli Negara (3) Whatsapp (WA). Ia mengatakan:

March 2016

ஐரோப்பிய நாடுகளில் வலதுசாரிகளின் வளர்ச்சியை இடதுசாரிகள் தடுக்கமுடியுமா? மார்செல்லோ மஸ்டோ விரிவுரை

பிப்ரவரி 23 அன்று இந்திய வளர்ச்சி ஆராய்ச்சி கழகத்தில் நடைபெற்ற கருத்தரங்கத்தில் ஐரோப்பிய நாடுகளில் இன்றைய அரசியல் போக்கு மற்றும் இடதுசாரி கட்சிகளின் நிலைமைகள் குறித்து கனடாவில் பணிபுரியும் மார்க்சிய சமூகவியலாளர் மார்செல்லோ மஸ்டோ உரையாற்றினார்.

March 2016

Can the Left resist the Right ward slide of Europe? Thozhilalar Koodam, 1 March, 2016.

Marcello Musto examines the political developments in Europe

Marcello Musto, Marxist Sociologist from Canada, gave a lecture on 23 rd February at Madras Institute of Development Studies on the political developments in Europe and the condition of leftist political parties.

March 2016

“Marcello Musto on Rise of the Radical Left in Europe and the Way Ahead”,News Click, 29 February 2016, online.

 

Newsclick interviewed Professor Marcello Musto who teaches Political Theory at the Department of Political Science of York University (Toronto) on the Left politics in Europe.

February 2016

Renewed Interest to Read Marx Across Globe: Marcello Musto, Deccan Chronicle, 24 February, 2016. 

 

Mr Musto is the author of the first English-language anthology on the International Working Men’s Association (IWMA), Workers Unite!

February 2016

Marxisme: Musto, andrebarahamin.com, 11 December, 2015.

“Aku ingin menjelaskan tentang Operaismo. Menjawab pertanyaanmu. Lalu menyadari bahwa kau tidak ada lagi dalam ruangan.”

“Aku menghisap kretek di luar. Tidak tahan.”

Ia tertawa sembari menggeleng kepala. Tanda bahwa ia tidak terkejut dengan jawabanku.

December 2015

“On the Legacy of the International Working Men's Association after 150 Years: Interview with Marcello Musto”, Monthly Review, vol. 66 (2015), n. 11 (April): 29-36.

 

Marcello Musto interviewed by Vesa Oittinen

The International Working Men’s Association (IWMA), nowadays better known as the First International, was founded in London in September 1864. Despite the importance of the event, there has not been much attention to its 150th anniversary. To an extent, this reflects the situation of the present day, with the hegemony of neoliberal politics and, conversely, the weakness of the left, that does not seem to be interested in its own history and the lessons that might be extracted from past experiences.

April 2015

Marcello Musto: I Internacional deixa mensagem para crises no Brasil e Europa, GGN, 30 December, 2014.

Jornal GGN - Centenas de anos se passaram desde que pipocaram as primeiras teorias sobre o futuro do capitalismo. O sistema atravessou séculos, entrou na era da globalização e arrumou seu próprio meio de sobrevivência, mas não sem despertar inúmeras contradições e tensões entre agentes sociais.

December 2014

Os 150 anos da I Internacional e as discussões não superadas, GGN, 29 December, 2014.

Jornal GGN - A Associação Internacional dos Trabalhadores, referência histórica para o movimento operário, completou em setembro passado 150 anos. As entidades que fundaram a AIT diferiam muito entre si, mas se reconheciam em teorias e tendências que brotaram da cabeça de figuras como o comunista Karl Marx e o anarquista Mikhail Bakunin.

December 2014

Internacional dos trabalhadores ontem e hoje, Leituras da História, December, 2014.

O slogan que finaliza a mensagem inaugural da I Internacional e que fora escrito por Karl Marx, 150 anos depois, mantém-se atual no que refere as reivindicações dos trabalhadores inseridos no processo de globalização em todas as partes do mundo.

December 2014

150 anni fa nasceva L'Internazionale. Musto: Eccol'alternativa al capitalismo, Il Denaro, 30 September, 2014.

D. Hai appena pubblicato una raccolta di documenti sull’Internazionale (26 dei quali mai tradotti prima in italiano). Quale di questi scritti sceglieresti per commentarlo con le giovani generazioni?

Nel libro ho raggruppato gli 80 documenti che ho selezionato in 13 parti. Tra queste ci sono “Lavoro”, “Sindacato e Sciopero”, “Istruzione”, “Proprieta’ collettiva e Stato”, “Organizzazione politica” e tante altre. I testi sono tutti attualissimi, anche se hanno gia’ 150 anni. I brani che consiglierei ai piu’ giovani sono quelli che descrivono la societa’ post-capitalistica. Ci sono pagine sull’importanza della riduzione dell’orario di lavoro o sull’uso dei macchinari e della tecnologia a favore dei lavoratori – e non della massimizzazione del profitto - che sembrano scritte per l’oggi. Credo siano i piu’ stimolanti, perche’ aiutano a interrompere il mantra degli ultimi anni, enunciato, con intonazioni differenti, sia destra che a sinistra, secondo il quale non c’e’ alternativa al capitalismo.

D. Quale domanda porresti alla Confindustria rispetto all’attuale situazione economica, alla luce di quanto ‘ereditato’ da questi scritti ?

Alla Confindustria nessuna. Mi pare difendano molto bene i loro interessi. Mi piacerebbe che la sinistra facesse lo stesso. Le domande, piuttosto, io le porrei a questo governo, che mi sembra abbia una posizione molto ideologica sul lavoro, ovvero difende la dogmatica ideologia neoliberale che ha imperato negli ultimi 25 anni e che ci ha portato esattamente dove siamo. Chiedo: quali cambiamenti hanno prodotto - oltre a privare di un futuro la mia generazione e a renderne ancora piu’ difficile il presente, gia’ molto prima della crisi - le varie “riforme” del mercato del lavoro che si sono susseguite dal pacchetto Treu (Governo Prodi) a oggi? Quale miglioramento produce per chi non ha lavoro, rendere piu’ facili i licenziamenti (ovvero abolire l’Articolo 18)? L’insegnamento dell’Internazionale ci aiuta a guardare in direzione opposta. Grazie alla sua azione, i lavoratori avviarono una stagione di progresso sociale, durante la quale il movimento operaio ottenne maggiori diritti per coloro che ancora non ne avevano, senza sottrarne, come invece prescrivevano le ricette liberali della destra, a quanti li avevano già faticosamente conquistati.

D. Qual e’ la pagina che ti ha più emozionato?

Credo che uno dei testi piu’ belli del volume, precedentemente inedito, sia quello prodotto della Sezione Centrale delle Lavoratrici di Ginevra. Parla di femminismo e pluralismo, due temi ineludibili per una sinistra che voglia davvero ripensarsi dopo la sconfitta del Novecento, e recita cosi’: “Gli accordi raggiunti dovranno riconoscere alle donne i medesimi diritti che hanno gli uomini. In secondo luogo, quanto più diversi gruppi d’opinione che hanno di mira il medesimo scopo (l’emancipazione del lavoro) esistono, tanto più semplice diviene generalizzare il movimento delle classi lavoratrici, senza disperdere nessuna delle forze (anche le più differenti) che concorrono al risultato finale”.

September 2014

Prima Internazionale. Sul libro di Marcello Musto, edito da Donzelli, Positano News, 27 September, 2014.

Intervista a Marcello Musto di Rita Felerico

Centocinquant’anni fa, il 28 settembre 1864, alla St. Martin’s Hall di Londra, si teneva la sessione inaugurale dell’Associazione internazionale dei lavoratori: l’atto fondativo della prima organizzazione internazionale del movimento operaio. Visti a distanza di 150 anni, questi 80 testi (26 dei quali tradotti per la prima volta in italiano) – editi da Donzelli e curati con estremo rigore scientifico da Marcello Musto, vedono contemporaneamente la luce in inglese presso l’editore Bloomsbury.

September 2014

Internationaali oli työtätekevien oma liike, Kulttuurivihkot, 2014.

NSIMMÄINEN INTERNATIONAALI

Perustettiin Lontoossa syyskuussa 1864, siis 150 vuotta sitten. Suomalaisessa mediassa ei merkki- päivään ole kiinnitetty juurikaan huomio- ta, ei edes vasemmistolehdissä. Hiljaisuus sen tiimoilta lienee taas yksi osoitus tämän päivän vasemmiston heikkoudesta – edes omaan perintöön ei jakseta tarttua siitä op- pimisen ja uusien virikkeiden saamisen tar- koituksessa.

January 2014

지젝 철학이 마르크스적 대안 ? 노동자운동으로부터 너무 동떨어졌다, Korea Times, 4 September, 2013.

마르크스학자 마르셀로 무스토, 한국서 강연 진정한 마르크스주의란 인간을 위한 사회적 관계 회복 폭주하는 자본주의의 대안 박우진기자 입  마르셀로 무스토는 "자본주의의 위기에 대처하기 위해 진짜 마르크스주의를 회복해야 한다"고 강조했다. 최흥수기자"마르크스 없는 마르크스주의, 마르크스주의를 모르는 마르크스주의자가 너무 많다."

September 2013

Feature

Marcello Musto - Rainews24 - 15 Maggio 2012: Intervista sulla attualità di Marx

 

 

March 2013

El fantasma de Marx remece Wall Street y el mundo, Punto Final, 12 September, 2012.

Cuando en 1989 los agoreros del neoliberalismo anunciaban con júbilo el fin de la historia y el triunfo definitivo del capitalismo, jamás imaginaron que 19 años más tarde, el fantasma de Karl Marx recorrería el corazón de Wall Street y de los principales centros de reproducción de la usura mundial, invocado por ellos mismos.

September 2012

Hoy, Marx no hablaría de dictadura del proletariado, La Razón, 22 July, 2012.

Marcello Musto - Marcello Musto recorre América Latina con la presentación del libro ‘Tras las huellas de un fantasma, la actualidad de Karl Marx’, para provocar el debate sobre el pensamiento marxista.

July 2012

Ripensare Marx ai tempi della crisi, Il Denaro, 12 July, 2012.

Marcello Musto, classe 1976, napoletano doc del centro antico, insegna Teoria Politica presso la York University di Toronto. Autore di numerosi saggi e testi relativi a Marx tradotti in varie lingue, è uno degli esperti più accreditati del pensiero marxista.

July 2012

Un fantasma que hace ruido y da de qué hablar: Marcello Musto en Quito, El Runrun, 25 June, 2012.

“¿Quién era Marx? Marx era un estudiante exactamente como vosotros, ni más ni menos, un estudiante de Quito de 2012”. Con estas palabras, Marcello Musto inició su conferencia el pasado martes 07 de junio en el auditorio Pedro Jorge Vera de la Facultad de Comunicación Social (Facso).

June 2012

Revoluciones latinoamericanas atrapan las miradas del mundo, El Ciudadano, 12 June, 2012. 

Quito (Pichincha). - No estaba muerto. Karl Marx se levantó en la Facultad de Comunicación Social (FACSO) de Quito durante la conferencia que compartió el filósofo napolitano, Marcello Musto, quien destacó que categorías de análisis y los conceptos marxistas son pertinentes para comprender la realidad de Europa, América Latina y Asia.

June 2012

TMC at Left Forum - Interview with Marcello Musto, Toronto Media Co-op, 18 March, 2012.

 

Toronto Media Co-op: Where are you from?

Marcello Musto: I’m originally from Naples, Italy but I have lived in Toronto since Sept, 2009. I work in the department of Political Science at York university, probably the most radical political science department in the Anglophone world.

March 2012

Una nuova stagione democratica, Corriere Romanga, 16 May, 2012.

 

Ripensare Marx e i Marxismi «Una nuova stagione democratica» Marcello Musto presenta il suo nuovo libro: «Con la partecipazione si cambiano gli indirizzi economici» RIMINI. Verrà presentato oggi alle 17.45, nella Sala del Buonarrivo della Provincia, il libro “Ripensare Marx e i marxismi” (Carocci Editore) di Marcello Musto, docente di Teoria politica all’Università di York, Canada.

March 2012

Le ragioni della crisi? Interrogate Marx, Corriere del Mezzogiorno, 24 January, 2012.

 

1. Le misure del governo Monti disegnano un quadro da "ultimi giorni di pompei" del capitalismo europeo e italiano?

Per "ristabilire la fiducia dei mercati" occorre procedere spediti sulla strada delle "riforme strutturali". È questa la litania che da mesi ci viene riproposta. Ma negli ultimi anni l'espressione "riforme strutturali" ha subito una radicale trasformazione semantica.

January 2012

El Fantasma de Karl Marx comienza a recorrerotravez el mundo, La Jornada, 10 December, 2011.

El socialismo, como opción del buen vivir, es posible sólo si existe una participación radical y democrática del pueblo, sostiene el politólogo y filósofo Marcello Musto.
December 2011

霍布斯鲍姆谈马克思的《大纲》诞生150年及其现实意义 [Huobusibaomu Tan Makesi De DagangDansheng 150 NianJiqiXianshiYiyi]

 

布斯鲍姆谈马克思的《大纲》诞生150年及其现实意义


孙寿涛 闫月梅 译

2008年劳特利奇出版公司出版了由加拿大约克大学政治学系讲师马塞罗·默斯托博士主编的纪念马克思的《大纲》创作150年的论文集《卡尔·马克思的〈大纲〉——〈政治经济学批判大纲〉150年》

November 2011

Toinen Marx - Marcello Muston Haastattelu, Niin & Näin, 2011.

Hyvä Marcello, olet julkaisuissasi pyrkinyt tuomaan esiin sen uuden tilanteen, jossa Marx-tutkimus nykyisin on MEGA-2 julkaisuhankkeen edettyä puoliväliin ja tuotua päivänvaloon suuren määrän aiemmin tuntematonta Marxin ja Engelsin käsikirjoitusjäämistöä. Voiko mielestäsi sanoa, että tämä uusi aineisto mullistaa tähänastiset käsityksemme Marxista ja marxismista?

October 2011

160 Иной Маркс: возвращение к истокам

 

Иной Маркс:

возвращение к истокам

 Интервью с Марчелло Мусто

Веса Ойттинен и Андрей Майданский: В ваших последних исследо-

July 2011

Inoi Marks: vozvrashchenie k istokam (interv'ju s Marcello Musto), Logos, vol 81 (2011), n. 2.

January 2011

Il mondo salvato dal socialismo, Corriere Romanga, 7 May, 2010.

 

May 2010

A Marx for the Left Today: Interview with Marcello Musto, Culture and Crisis, 2010.

 

1. You have published already several studies on Marx and many of them depart from the recent research situation created by the publication of MEGA2 (the new historico-critical editions of Marx and Engels collected works) . Do you indeed think that the new and hitherto unknown materials published there will change profoundly our picture of Marx and Marxism?

January 2010

Marx: Ancora una volta!, Dazebao, 19 December, 2009.

 

Marcello Musto insegna presso il Dipartimento di Scienze Politiche della York University di Toronto (Canada) ed è curatore di due recenti volumi su Marx:Sulle tracce di un fantasma. L’opera di Karl Marx tra filologia e filosofia (Manifestolibri, 2005) e Karl Marx’s Grundrisse.Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later (Routledge, 2008).

December 2009

A crise do capitalismo e a importância atual de Marx

 

Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street.

September 2008

Leitfaden zum Verständnis der Welt

Die gegenwärtige Bedeutung von Marx, 150 Jahre nach den «Grundrissen». Ein Gespräch mit Eric Hobsbawm

Eric Hobsbawm (1917-2012) galt als einer der größten lebenden Historiker. Zu seinen zahlreichen Arbeiten zählen die Trilogie über «das lange 19. Jahrhundert»: «Europäische Revolutionen. 1789–1848» (dt. 1962), «Die Blütezeit des Kapitals. Eine Kulturgeschichte der Jahre 1848–1874 (dt. 1975), «Das imperiale Zeitalter. 1875–1914» (dt. 1989) sowie «Das Zeitalter der Extreme. Weltgeschichte des 20. Jahrhunderts» (dt. 1995)

September 2008

The current importance of Marx, 150 years after the Grundrisse

Conversation with Eric Hobsbawm

 

M. M. Professor Hobsbawm, two decades after 1989, when he was too hastily consigned to oblivion, Karl Marx has returned to the limelight.

September 2008

Marcello Musto: un marxiano a Berlino, Il Mese di Rassegna Sindacale, July 2007.

 

Redatti tra l’autunno del 1857 e la primavera del 1858. Nel pieno della crisi economica internazionale. Con la speranza di una ripresa del movimento rivoluzionario dopo la sconfitta del 1848. Otto quaderni che non furono letti dallo stesso Engels.

July 2007