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Internacional dos trabalhadores ontem e hoje

O slogan que finaliza a mensagem inaugural da I Internacional e que fora escrito por Karl Marx, 150 anos depois, mantém-se atual no que refere as reivindicações dos trabalhadores inseridos no processo de globalização em todas as partes do mundo.

No dia 28 de setembro de 1864, cerca de duas mil pessoas se reuniram no salão do St. Martin’s Hall, em Londres, para assistir a um comício de dirigentes sindicais ingleses que, em parceria com um pequeno grupo de franceses, fundaram a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT).

Estabelecia-se, assim, a primeira tentativa de organizar os trabalhadores de todas as partes do mundo e a Inglaterra tinha um contexto próprio para sediar tal evento, pois havia sido o berço da Revolução Industrial e as condições de vida de seus trabalhadores eram péssimas, tanto que, além da exploração de mão de obra, inclusive infantil, famílias inteiras aglomeravam-se em lugares lúgubres, onde conviviam com a pobreza extrema e doenças contagiosas que minavam as forças dos operários, que ainda tinham que enfrentar uma jornada de trabalho que, ao dia, extrapolava mais que 14 horas em troca de um salário ínfimo.

Em virtude de tais condições, os trabalhadores que, na ocasião, encontravam-se na capital inglesa, não tinham a pretensão de construir um fórum internacional de debates sobre os problemas que os atingiam, muito menos de criar uma organização que coordenasse a luta política de toda a classe. Mas a convergência dos fatos possibilitou o surgimento da I Internacional que, apesar do curto período de existência, passado 150 anos de sua fundação, ainda é capaz de inspirar e até direcionar os trabalhadores atuais em sua luta diária, dessa vez, em meio a um cenário que, agora, também conta com a globalização, processo que modifica de modo intensivo tanto das formas de trabalho quanto de produção em benefício único do capitalismo e das classes dominantes.

Mas, para entender todo esse processo que começou em setembro de 1864 e, ainda hoje, graças as suas próprias características, mantém-se atual, entrevistamos o cientista político Marcello Musto, que se dedica a estudos de marxismo, história do pensamento político, filosofia moderna e história do movimento trabalhista. Como organizador do livro “Trabalhadores, uni-nos! Antologia Política da I Internacional”, recém lançado no Brasil e que, entre seus 80 textos, traz 69 que são inéditos em português, ele esmiúça detatas e anarquistas, todas com seus respectivos representantes mesmo que em diferentes graus de atuação. No entanto, as concepções de cada grupo e o espaço ocupado por eles na organização foram mudando com o passar dos anos. A greve como instrumento de pressão, por exemplo, de início, dividiu a associação, pois os franceses e os alemães do Partido Social-Democrata eram contra essa alternativa. Mas, a partir de 1866, com a multiplicação das paralisações em diversos países europeus e o sucesso alcançado por elas, todas as tendências da Internacional se convenceram de que se tratava de um recurso fundamental.

“Além disso, ele [Karl Marx] também previu a natureza da economia mundial no início do século 21, com base na sociedade burguesa de 150 anos atrás, fato que explica porque ele vem sendo redescoberto pelos estudiosos e capitalistas”

O envolvimento dos trabalhadores no jogo político, ao longo do tempo, também sofreu mudanças significativas, apesar de muitas correntes serem contra, devido à crença que a batalha deveria se restringir a melhorias das condições econômicas e sociais. Contudo, devido a Comuna de Paris em 1871 e o ensaio de uma democracia operária que durou 40 dias, houve um consenso sobre a necessidade de se encontrar formas de organização política. Em todo esse processo Karl Marx teve um papel central. Embora nunca tenha sido um mobilizador das massas, ele fundamentou teoricamente a I Internacional, mesmo participando de apenas um dos seus vários congressos. Quanto ao pouco tempo de duração da AIT, apesar de muitos acreditarem que seu fim teve uma relação com a rixa pessoal de Marx e Mikhail Bakunin, há diversos outros fatores. Entre eles destaco a repressão à Comuna de Paris em 1871, que deixou cerca de 20 mil mortos; o fortalecimento do Estado-nação com a unificação da Alemanha e da Itália; o próprio congresso da associação realizado em Haia, em 1872, que é descrito como um verdadeiro caos; a transferência, após o congresso da Holanda, da sede da AIT para Nova Iorque em 1872, fato que inquestionavelmente provocou seu esvaziamento; o afastamento de Marx; e a expansão da Internacional para a Espanha e outros países cuja estrutura econômica e social era muito diferente da Inglaterra e da França. Tudo isso, desestabilizou a organização que, desde o início, vivia um equilíbrio delicado, em decorrência das disputas políticas. De qualquer forma, seus poucos anos de existência, serviram de modelo e inspiração para as principais organizações operárias que surgiram depois, já com um programa socialista, que se espalharam pela Europa e, em seguida, pelos mais diversos cantos do mundo para, então, construir novas formas de coordenação supranacionais, com base nos ensinamentos da AIT.

“No momento em que o mundo do trabalho voltou a sofrer explorações semelhantes às do século 19, o projeto da I Internacional retorna com uma extraordinária atualidade, pois ele se tornou mais indispensável que nunca”

LH – O senhor citou a importância de Karl Marx para a I Internacional, mas tanto ele quanto a sua respectiva obra, foram relegados a um segundo plano por um bom tempo. Contudo, com a proximidade dos 150 anos da AIT, ambos voltaram a despertar o interesse, principalmente no meio acadêmico. Por quê?

Musto – Porque, no caso da AIT, formada por diferentes entidades, como sindicatos ingleses, mutualistas franceses, comunistas, exilados democráticos, inúmeros grupos de trabalhadores que se reconheciam em teorias utópicas e anarquistas de Bakunin, Karl Marx teve o dom de conciliar aquilo que parecia inconciliável, com um programa político não excludente, embora firmemente classista, como garantia de um movimento que ambicionava ser de massas, e não sectário. No entanto, eu gostaria de ressaltar que Marx não foi fundador da AIT, como muitos acreditam. Ele esteve na Assembleia realizada no St. Martin’s Hall, mas como personagem mudo. Contudo, reconheceu a potencialidade do evento e pôs-se a trabalhar para o êxito da associação, após ser nomeado, graças ao prestigio que tinha, entre os 34 membros do Comitê Diretor Provisório. Coube-lhe, então, redigir a Mensagem Inaugural e os Estatutos provisórios da Internacional. A partir daí, enquanto valorizava as melhores ideias dos membros da associação, ele ainda eliminava inclinações corporativas e acentos sectários, para consolidar tanto a luta econômica e política quanto a escolha do pensar e do agir em escala internacional. Por conseguinte, a AIT tornou-se um órgão de síntese política presente nos diversos contextos nacionais. Durante esse processo, Marx foi impulsionado a ir além da política econômica, desenvolver ideias e revisá-las, questionar velhas certezas, explorar novas questões e elaborar, de forma mais concreta, sua própria crítica ao capitalismo em termos de definições de sociedade comunista. Além disso, ele também previu a natureza da economia mundial no início do século 21, com base na sociedade burguesa de 150 anos atrás, fato que explica porque ele vem sendo redescoberto pelos estudiosos e capitalistas do setor financeiro globalizado, que lidam com as constantes instabilidades da economia.

“Em todas as situações em que se comete uma injustiça no trabalho e cada vez que um direito é ferido, germina a semente da nova Internacional”

LH – Hoje, o trabalhador de um modo geral tem consciência que a legislação e a exploração de sua mão de obra são semelhantes àquelas praticadas no século 19?

Musto – Alguns sim, mas as demandas são mais sociais. Porém, Marx já dizia que a emancipação da classe operária exigia um processo longo e fatigante. Embora a AIT tenha imprimido na consciência dos proletários a convicção de que a emancipação do trabalho do jugo do capital não podia ser obtida nos limites de um único país, pois era uma questão global, ela ainda conseguiu difundir entre os trabalhadores a consciência de que sua escravidão só teria fim com a superação do modo de produção capitalista e do trabalho assalariado, uma vez que as melhorias no interior do sistema vigente, ainda que devessem ser almejadas, não modificariam sua condição estrutural. Hoje a situação é outra, pois, ao mesmo tempo em que a globalização neoliberal enfraqueceu os movimentos dos trabalhadores, ela também abriu novas possibilidades de comunicação, facilitando a cooperação e a solidariedade. Com a recente crise do capitalismo, que aprofundou ainda mais a divisão entre capital e trabalho, o legado da I Internacional se mostra bem relevante, principalmente na América do Sul, onde o povo se uni em nome da solidariedade que, por sua vez, mostra-se contra a barbárie mundial, os desastres ecológicos resultantes do modo de produção atual, o abismo que separa as riquezas de um minoria de exploradores dos extremos enfrentados pela grande maioria da população mundial, a opressão de gêneros, previsões de guerra, racismo etc. Todos esses fatores impõem ao movimento operário contemporâneo a reorganização urgencial, que se apoia em duas características da Internacional, que são a radicalidade dos objetivos a perseguir e a forma poliédrica de sua estrutura.

“Uma das principais características da associação [AIT] foi a capacidade de aglutinar correntes políticas distintas e até antagônicas, que abrangiam desde reformistas a revolucionários, até social-democratas, mutualistas e anarquistas”

LH – Quais são suas considerações finais sobre o tema e a situação atual, incluindo a vivenciada no Brasil, de um modo geral?

Musto – Há 150 anos, a primeira tentativa de união dos trabalhadores do mundo, levou os operários a compreender que sua emancipação só podia ser conquistada por eles mesmos e por sua capacidade de organizar-se. Portanto, ela nunca poderia ser transferida a terceiros. Porém, hoje, existe um grande abismo que separa as esperanças daquele tempo e a desesperança atual, a determinação antissistêmicas daquelas lutas e a servidão ideológica contemporânea, a solidariedade construída por aquele movimento esporádico e o individualismo do nosso tempo, produto da competição de mercado e das privatizações, a paixão pela política dos trabalhadores que se reuniam em Londres, em 1864, e a resignação e a apatia imperantes na atualidade. Contudo, diante dessas contradições, no momento em que o mundo do trabalho voltou a sofrer explorações semelhantes ao do século 19, o projeto da I Internacional retorna com uma extraordinária atualidade, pois ele se tornou mais indispensável que nunca. Mas para estar à altura do presente, a nova Internacional ainda deverá atender a dois requisitos básicos: a pluralidade e o anticapitalismo.

Trabalhadores, uni-nos! Antologia política da I Internacional

A obra organizada pelo cientista político Marcello Musto, além de celebrar os 150 anos da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), símbolo inquestionável da luta de classes que, por sua vez, influenciou as ideias de milhões de trabalhadores ao redor do planeta, ainda oferece uma importante oportunidade de compreender suas resoluções e aprender com as experiências de seus protagonistas, para repensar os problemas do presente.

Com textos inéditos, cuidadosamente selecionados e traduzidos, ela configura um arquivo de valor inestimável para a história e a teoria do movimento dos trabalhadores, bem como para a crítica do capitalismo. Dividida em três eixos fundamentais – desenho econômico e político organizativo da futura sociedade projetado pelos protagonistas da AIT; questões internacionais no conturbado contexto europeu das décadas de 1860 e 1870, marcado por guerras de libertação nacional e movimentos insurrecionais (Irlanda e Polônia), de guerra civil (Estados Unidos), de guerra entre nações (franco-prussiana) e da primeira revolução proletária (Comuna de Paris); e a questão política, das suas formas, do debate entre a luta política versus abstencionismo, e do fim do Estado –, além de uma extensa introdução crítica do organizador, que apresenta e contextualiza as diferentes vertentes e resoluções que estavam em jogo, a obra ainda aborda outros temas de relevância, como as questões de organização e forma da luta sindical, crédito, cooperativismo, propriedade coletiva, a questão fundiária, sobre o direito ou abolição de herança, internacionalismo e nacionalismo, enquanto desintoxica, oxigena e municia corações e mentes para a compreensão e o enfrentamento das mazelas do presente e dos desafios futuros do mundo do trabalho.

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Há 150 anos, a primeira tentativa de união dos trabalhadores do mundo

RIO – Os bairros operários de Liverpool e Manchester aparecem nos jornais do século XIX como lugares lúgubres e paupérrimos, onde famílias inteiras dormiam no mesmo cômodo, uns sobre os outros. Não surpreende, portanto, que tenha nascido na Inglaterra, berço da Revolução Industrial, a tentativa pioneira de organização dos trabalhadores a nível mundial.

No dia 28 de setembro de 1864, cerca de 2 mil pessoas se reuniram no salão do St. Martin’s Hall, em Londres, para assistir a um comício de dirigentes sindicais ingleses que contaria com a participação de um pequeno grupo de colegas franceses. Ali seria fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), modelo e inspiração para as principais organizações operárias surgidas depois.

A AIT teve vida curta, sendo esvaziada com a transferência de sua sede para Nova York em 1872 e dissolvida quatro anos depois, mas um século e meio após sua fundação ainda é capaz de provocar controvérsias, como as disputas entre comunistas e anarquistas. Organizador do livro “Trabalhadores, uni-vos! Antologia política da I Internacional” (Boitempo, tradução de Rubens Enderle), o cientista político italiano e professor da Universidade York, no Canadá, Marcello Musto, explica que nenhum dos dois grupos eram hegemônicos no seu início e não se pode creditar o seu fim a uma rixa pessoal entre Karl Marx e Mikhail Bakunin, como costuma se fazer. A obra, recém-lançada no Brasil, traz 80 textos, sendo que 69 inéditos em português. Na segunda-feira, ele participa do encontro “A I Internacional, 150 anos depois” na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

— Quando os milhares de trabalhadores se encontraram em Londres há 150 anos, a ideia era construir um fórum internacional de debates sobre os problemas que os atingiam. Inicialmente, ninguém pensava em criar uma organização que coordenasse a luta política de toda a classe. Os sindicatos britânicos, que eram o principal grupo da Internacional, estavam interessados em questões econômicas e viam a associação como um meio de atingir os seus objetivos, como impedir a importação de mão de obra estrangeira — explica o professor.

Uma das principais características da associação foi a capacidade de aglutinar correntes políticas antagônicas. De reformistas a revolucionários, de social-democratas e mutualistas a anarquistas, todos estavam representados, mesmo que em diferentes graus. No entanto, as concepções de cada grupo e o espaço ocupado por eles na organização foi mudando com o passar dos anos. Musto cita o caso da utilização da greve como instrumento de pressão. A maioria dos franceses e os fundadores do Partido Social-Democrata Alemão eram contra. Só que, a partir de 1866, com a multiplicação das paralisações em diversos países europeus e o sucesso alcançado por elas, todas as tendências se convenceram de que se tratava de um recurso fundamental.

Outro ponto que sofreu mudanças significativas foi o envolvimento dos trabalhadores no jogo político. Muitas correntes se opunham, pois acreditavam que a batalha deveria se restringir a melhorias das condições econômicas e sociais. Foi graças à Comuna de Paris, em 1871, o ensaio de uma democracia operária que durou 40 dias, que se chegou ao consenso sobre a necessidade de se encontrar formas de organização política. Neste processo, assim como em toda a existência da I Internacional, Karl Marx teve um papel central. Musto argumenta que sua importância foi principalmente teórica, já que o pensador alemão nunca atuou como mobilizador das massas e participou de apenas um dos seus vários congressos.

— Seus dotes políticos permitiram a Marx conciliar aquilo que parecia inconciliável e asseguraram um futuro à Internacional. Sem o seu protagonismo, ela seguramente teria caído no esquecimento na mesma velocidade que muitas outras iniciativas semelhantes que a precederam. Foi Marx quem realizou um programa político não excludente, embora firmemente classista, como garantia de uma organização que ambicionava ser de massas, não sectária.

O protagonismo de Marx a que Musto se refere se tornou numa espécie de lugar-comum sobre as razões do fim da associação, em especial a disputa com Bakunin e os anarquistas. Na introdução da antologia, o cientista político recupera essa história em detalhes. Realmente as discussões entre os dois não eram nada amistosas. Muitas vezes o pensador alemão preferiu ridicularizar as posições do exilado russo, que respondia com acusações e insultos pessoais, salvo raras exceções. O fato é que os caminhos defendidos por cada um para a sociedade socialista, onde não haveria mais classes, eram diametralmente opostos.

Musto ressalta, entretanto, que muito mais profundas eram as transformações da Europa no período. O próprio congresso da associação realizado em Haia, em 1872, é descrito como um verdadeiro caos. A repressão à Comuna de Paris, no ano anterior, que deixara cerca de 20 mil mortos, o fortalecimento do Estado-nação com a unificação da Alemanha e da Itália, a expansão da Internacional para a Espanha e outros países cuja estrutura econômica e social era muito diferente da Inglaterra e da França — tudo isso serviu para desestabilizar a organização que vivera desde o início num equilíbrio delicado. A transferência da sua sede para Nova York após o encontro na Holanda, junto com o afastamento de Marx, foi uma espécie de epílogo, apesar de a associação demonstrar força em alguns países europeus nos quatro anos seguintes.

— Se a globalização neoliberal enfraqueceu os movimentos dos trabalhadores, ela também abriu novas possibilidade de comunicação, facilitando a cooperação e a solidariedade. Com esta recente crise do capitalismo, que aprofundou mais do que nunca a divisão entre capital e trabalho, o legado da I Internacional se mostra ainda mais relevante e atual — argumenta o professor.

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150 anni fa nasceva L’Internazionale

D. Hai appena pubblicato una raccolta di documenti sull’Internazionale (26 dei quali mai tradotti prima in italiano). Quale di questi scritti sceglieresti per commentarlo con le giovani generazioni?

Nel libro ho raggruppato gli 80 documenti che ho selezionato in 13 parti. Tra queste ci sono “Lavoro”, “Sindacato e Sciopero”, “Istruzione”, “Proprieta’ collettiva e Stato”, “Organizzazione politica” e tante altre.

I testi sono tutti attualissimi, anche se hanno gia’ 150 anni. I brani che consiglierei ai piu’ giovani sono quelli che descrivono la societa’ post-capitalistica. Ci sono pagine sull’importanza della riduzione dell’orario di lavoro o sull’uso dei macchinari e della tecnologia a favore dei lavoratori – e non della massimizzazione del profitto – che sembrano scritte per l’oggi. Credo siano i piu’ stimolanti, perche’ aiutano a interrompere il mantra degli ultimi anni, enunciato, con intonazioni differenti, sia destra che a sinistra, secondo il quale non c’e’ alternativa al capitalismo.

D. Quale domanda porresti alla Confindustria rispetto all’attuale situazione economica, alla luce di quanto ‘ereditato’ da questi scritti ?

Alla Confindustria nessuna. Mi pare difendano molto bene i loro interessi. Mi piacerebbe che la sinistra facesse lo stesso. Le domande, piuttosto, io le porrei a questo governo, che mi sembra abbia una posizione molto ideologica sul lavoro, ovvero difende la dogmatica ideologia neoliberale che ha imperato negli ultimi 25 anni e che ci ha portato esattamente dove siamo. Chiedo: quali cambiamenti hanno prodotto – oltre a privare di un futuro la mia generazione e a renderne ancora più difficile il presente, già molto prima della crisi – le varie “riforme” del mercato del lavoro che si sono susseguite dal pacchetto Treu (Governo Prodi) a oggi? Quale miglioramento produce per chi non ha lavoro, rendere più facili i licenziamenti (ovvero abolire l’Articolo 18)? L’insegnamento dell’Internazionale ci aiuta a guardare in direzione opposta. Grazie alla sua azione, i lavoratori avviarono una stagione di progresso sociale, durante la quale il movimento operaio ottenne maggiori diritti per coloro che ancora non ne avevano, senza sottrarne, come invece prescrivevano le ricette liberali della destra, a quanti li avevano già faticosamente conquistati.

D. Qual e’ la pagina che ti ha più emozionato?

Credo che uno dei testi più belli del volume, precedentemente inedito, sia quello prodotto della Sezione Centrale delle Lavoratrici di Ginevra. Parla di femminismo e pluralismo, due temi ineludibili per una sinistra che voglia davvero ripensarsi dopo la sconfitta del Novecento, e recita così: “Gli accordi raggiunti dovranno riconoscere alle donne i medesimi diritti che hanno gli uomini. In secondo luogo, quanto più diversi gruppi d’opinione che hanno di mira il medesimo scopo (l’emancipazione del lavoro) esistono, tanto più semplice diviene generalizzare il movimento delle classi lavoratrici, senza disperdere nessuna delle forze (anche le più differenti) che concorrono al risultato finale”.

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Internationaali oli työtätekevien oma liike

NSIMMÄINEN INTERNATIONAALI

Perustettiin Lontoossa syyskuussa 1864, siis 150 vuotta sitten. Suomalaisessa mediassa ei merkki- päivään ole kiinnitetty juurikaan huomio- ta, ei edes vasemmistolehdissä. Hiljaisuus sen tiimoilta lienee taas yksi osoitus tämän päivän vasemmiston heikkoudesta – edes omaan perintöön ei jakseta tarttua siitä op- pimisen ja uusien virikkeiden saamisen tar- koituksessa.

Onneksi Internationaalia on muistettu muualla maailmalla. Italialaissyntyinen, ny- kyisin Torontossa Yorkin yliopistossa vai- kuttava Marx-tutkija Marcello Musto on toimittanut juuri ilmestyneen kirjan The Workers Unite! The International 150 Yea- rs Later (Bloomsbury Academic, 336 sivua). Teokseen on koottu 80 dokumenttia, pää- tös- ja julkilausumaa Kansainvälisen Työ- väenjärjestön – se on Internationaalin vi- rallinen nimitys – toistakymmentä vuotta jatkuneen olemassaolon ajalta.

EI MIKÄÄN YHDEN MIEHEN LUOMUS

Vesa Oittinen: Marcello, sinut tunnetaan Marx-tutkijana. Mutta nyt olet julkaissut Internationaalin 150-vuotispäivän johdos- ta teoksen, jossa Marx näyttää vain piipah- tavan tai ainakin olevan selvästi sivuosassa. Toimittamasi kirja koostuu dokumenteista, julkilausumista ja päätöslausumista, jotka on laadittu kollektiivisesti ja julkaistu koko Internationaalin tai eri työväenjärjestöjen ni- missä. Internationaali ei siis ollutkaan »Mar- xin luomus», kuten usein väitetään?

Marcello Musto: Aivan, vastoin taas yhtä marxismi-leninismin myyttiä, Kansainvä- linen työväenyhdistys (International Wor- king Men’s Association, siis Internationaali) ei ollut »Marxin luomus». Myöhemmät fan- tasiat ovat esittäneet Marxin Internationaa- lin perustajana, mutta hän ei ollut edes St. Martin’s hallissa Lontoossa 28. syyskuuta

Internationaalin perustamismanifesti ja sen väliaikaiset säännöt. Näissä perustavis- sa teksteissä, samoin kuin monissa niiden jälkeen tulevissa, Marx nojautui Internati- onaalin eri tahojen parhaimpiin ajatuksiin samalla kun hän eliminoi ahtaan ammat- tikuntalaiset tai lahkolaiset äänenpainot. Hän kytki taloudellisen ja poliittisen tais- telun tiiviisti toisiinsa ja nosti kansainväli- sen ajattelun ja kansainvälisen toiminnan peruuttamattomiksi valinnoiksi.

JOUKKOLIIKKEET RATKAISEVASSA ROOLISSA

Näin erilaisista aineksista koostuvan järjes- tön ykseyden vaalimisen on täytynyt olla varsin hankalaa?

Totta. Haluan tehdä tämän asian selväk- si. Yhteyden ylläpito kävi ajoittain uuvutta- vaksi, etenkin kun Marxin antikapitalismi ei ollut vallitsevana poliittisena asennoitu- misena järjestössä (vuoteen 1868 saakka – taaskin vastoin myyttiä, joka on ympäröi- nyt Internationaalia vuosikymmenien ajan – sen enemmistö oli hyvin maltillista).

Sen takaaminen, että tuohon aikaan eri olemassa olevat ideologiset tendenssit ja poliittiset virtaukset onnistuisivat pysy- mään saman järjestön puitteissa ja kokoon- tumaan ohjelman ympärille, joka oli varsin kaukana itse kunkin suuntauksen lähtökoh- dista, oli Marxin suursaavutus. Hänen po- liittinen lahjakkuutensa mahdollisti ensi silmäykseltä sovittamattomien yhteenso- vittelun ja takasi sen, että Internationaali ei seurannut monien aikaisempien työväen- järjestöjen nopeaa tietä unohdukseen. Marx oli se, joka antoi Internationaalille selkeän tarkoitusperän, ja Marx myös oli se, joka sai aikaan ei-poissulkevan, mutta kuitenkin lu- jasti luokkapohjaisen poliittisen ohjelman, joka antoi sille kaiken lahkolaisuuden ylit- tävän joukkoluonteen.

Kuten kirjaan laatimassani johdannos- sa korostan, Internationaalin pääneuvoston poliittisena sieluna oli aina Marx: hän luon- nosteli kaikki sen tärkeimmät päätökset ja valmisteli kaikki sen kongressiraportit. Hän oli »mies paikallaan», kuten pääneuvoston saksalainen jäsen Johann Georg Eccarius muotoili. Oli pääasiassa Marxin ansiota, että Internationaali onnistui toteuttamaan teh- täväänsä luoda poliittinen synteesi ja yh- distää eri kansalliset kontekstit yhteisen taistelun projektiksi. Silti Internationaali

Monet ovat työläisten kollektiivisesti laatimia tekstejä. Vajaa puolet on peräisin Marxin ja Engelsin tai molempien yhdessä kynästä, mutta nekin perus tuvat Internationaalin pääneu vostossa käydyille keskusteluille. Alkuperäisdokumenttien äärelle johdattava kirja on kiehtovaa luettavaa osoittaessaan, millaisia olivat työväen omaehtoisen kansainvälisen organisoitumisen ensi askeleet ja millaisia oppimisprosesseja tässä yhteydessä käytiin läpi. Ensimmäisen Internationaalin histo- ria on taas tullut erityisen ajankohtaisek- si nykyisellä globalisaation kaudella, joka monien tutkijoiden mielestä on yllättäväs- tikin samanluonteinen kuin 1800-luvun lopulla vallinnut muutaman vuiosikym- menen pituinen kiihkeän kansainvälisty- misen trendi.

Marcello Musto suostui ystävällisesti an- tamaan Kulttuurivihkoille haastattelun uu- den kirjansa johdosta ja selostamaan sen si- sältöä myös suomalaisille lukijoille. Musto on käynyt Suomessa vuonna 2009, jolloin Karl Marx -seura järjesti Helsingissä kak- sipäiväisen seminaarin Marxin ja Engelsin teosten uuden kriittisen laitoksen (MEGA) tiimoilta. Hänen tässä seminaarissa pitä- mänsä alustus on julkaistu seminaarin poh- jalta toimitetussa kirjassa MEGA-Marx (Vas- tapaino 2011).

»Työtätekevien luokkien vapautumisen täytyy olla työtätekevien luokkien itsensä saavutus.»

1864 pidetyn perustavan koko- uksen järjestäjien joukossa. Sii- nä tilaisuudessa hän oli »mukana mykkänä hahmona puhemiehis- tössä», kuten hän raportoi kir- jeessään ystävälleen Engelsille.1

Internationaali oli paljon enemmän kuin jonkun tietyn yksilön »luomus» – siinäkin ta- pauksessa että tuo yksilö olisi ollut Karl Marx. Se oli laaja yhteiskunnallinen ja poliittinen liike työtäte- kevien luokkien emansipaation puolesta. Ja se oli liike, jonka perussääntö (mikä erotti sen aiemmista järjestöistä) kuului: »työtä- tekevien luokkien vapautumisen täytyy olla työtätekevien luokkien itsensä saavutus». Tätä pointtia emme saa unohtaa!

Mutta, kuten sanoin, Marx esitti vähäis- tä osaa vain Internationaalin perustamisen yhteydessä, ei suinkaan mitä tulee järjestön koko elämänkaareen. Marx oivalsi välittö- mästi ne mahdollisuudet, joita sittemmin kuuluisaksi tulleessa St. Martin’s Hallin kokouksessa piili, ja teki lujasti työtä sen eteen, että uusi järjestö toteuttaisi tehtävän- sä menestyksellisesti. Hänen nimeensä liit- tyneen maineen ansiosta – tosin nytkin vain rajoittuneissa piireissä (Marxin jumalointi on jotain, joka syntyi vasta vuosikymmeniä myöhemmin) – hänet otettiin 34 jäsenes- tä koostuvaan pysyvään komiteaan. Siinä Marx saavutti pian riittävästi luottamusta, jotta hänen tehtäväkseen annettiin laatiaon ensi sijassa tuon ajan työläisten toimin- taa, ei minkään filosofin luomus.

Marxin perustavan panoksen ohella, joka muutti järjestön aluksi maltillisen poliittisen strategian johdonmukaisen antikapitalistiseksi toimintamalliksi, Inter- nationaali myös heijasteli oman aikansa työ- väenliikettä. Internationaalia ei tule nähdä erilaisten keskenään taistelevien lahkolais- ten ryhmittymien aritmeettisena summa- na, ryhmittymien, joista itse kukin yrittäisi tyrkyttää ajatuksiaan koko järjestölle (jos- kin tätä pääsi välillä tapahtumaan, kuten kongressien historiasta näkyy). Työläisten kamppailu esitti suurta osaa Internationaa- lin poliittisen ohjelman määrittelyssä, mikä oli perusedellytys sen sisäisen tasapainon säilyttämiselle.

Muutama esimerkki. Jotkut keskeiset jä- senjärjestöt (enemmistö ranskalaisista ja Saksan sosialidemokraattisen puolueen pe- rustajat) vastustivat alkuaikoina lakon käyt- tämistä taistelukeinona. Mutta vuoden 1866 loppupuolelta alkaen lakot yleistyivät mo- nissa Euroopan maissa. Niiden leviäminen ja niiden avulla saadut työläisille myöntei- set tulokset vakuuttivat kaikki Internatio- naalin eri virtaukset siitä tosiasiasta, että lakot ovat perustava taisteluväline. Niiden miesten ja naisten panos, jotka konkreetti- sesti pysäyttivät kapitalistisen tuotannon puolustaakseen oikeuksiaan ja yhteiskun- nallista oikeudenmukaisuutta, muutti voi- matasapainoa Internationaalissa ja, mikä on vielä tärkeämpää, yhteiskunnassa ko- konaisuutena.

Vastaavanlaisena esimerkkinä voisi viita- ta työväenliikkeen poliittiseen osallistumi- seen. Monet Internationaalin suuntauksista vastustivat sitä. Perusteluna esitettiin, että työläisten tulisi taistella vain sosiaalisten ja taloudellisten parannusten puolesta eikä toimia poliittisella areenalla. On selvää, et- tä Marx myötävaikutti tähän merkittävään askeleeseen, mutta oli Pariisin kommuunin ansiota, että ensin Internationaali ja sitten muukin työväenliike tajusivat, että niiden tulisi luoda pysyviä ja hyvin organisoituja poliittisen järjestäytymisen muotoja voi- dakseen paremmin taistella kapitalismia vastaan.

Näistä kahdesta esimerkistä näkyy, että Internationaalin tärkeät poliittiset käänteet toteutuivat pikemminkin työläisten konk- reettisten joukkoliikkeiden pohjalta kuin eri suuntausten välillä käytyjen puhtaasti ideologisten taistelujen seurauksena.

MARXIN JA INTERNATIONAALIN HEDELMÄLLINEN VUOROVAIKUTUS

Marxilla siis oli kuin olikin oma vahva vai- kutuksensa Internationaaliin. Entä miten hänen käytännön toimintansa järjestössä ja työläisten parissa mielestäsi vaikutti hä- nen teoreettiseen työhönsä? Marxhan laa- ti näihin samoihin aikoihin Pääomaa, jonka ensimmäinen nide ilmestyi 1867.

Mielestäni voimme sanoa, että Interna- tionaalilla oli hyvin myönteinen vaikutus Marxiin, ei vain Marxilla Internationaaliin. Vuosien 1864 ja 1872 välillä, jolloin Marx oli tiiviisti mukana työläisten kamppailuissa, hän sai virikkeitä ajatustensa kehittämi- seen ja usein niiden tarkistamiseen, van- hojen itsestäänselvyyksien kyseenalaista- miseen ja uusien kysymysten esittämiseen. Ennen kaikkea hän sai aihetta kapitalismi- kritiikkinsä terävoittämiseen luonnostele- malla kommunistisen yhteiskunnan yleiset ääriviivat. Ortodoksinen neuvostoaikainen näkemys, jonka mukaan Marx toimi Inter- nationaalissa soveltaen mekaanisesti histo- rian silloiseen vaiheeseen tutkijankammi- ossaan jo valmiiksi takomaansa poliittista teoriaa, on siis täysin todellisuuden vastai- nen.

Tämä on minun kantani. En näe mi- tään ristiriitaa siinä, että Internationaa- lia pidetään sinä mikä se on (suurena jär- jestönä jonka jäsenistö nousi enimmillään 150 000:een) ja annetaan Marxille mikä hä- nelle kuuluu. Päinvastoin, juuri tämä kan- ta tekee myös enemmän oikeutta Marxin älylle.

Voidaanko siis sanoa, että Internationaali oli »kollektiivinen intellektuelli» siinä mie- lessä kuin mitä Gramsci myöhemmin puhui?

Voimme ilman muuta käyttää tätä ilmai- sua. Gramscin »kollektiivisen intellektu- ellin» käsite liittyy tiiviisti 20. vuosisadan poliittiseen puolueeseen. Mutta Internatio- naali on erinomainen esimerkki siitä sitees- tä ja poliittisesta yhteydestä, joka vallitsee joukkojen ja johtavien jäsenten (tässä tapa- uksessa Pääneuvoston) välillä, tai, käyttääk- semme Gramscin omaa ilmaisua, esimerkki »aktiivisesta ja tietoisesta yhteisestä osal- listumisesta», compartecipazione attiva e consapevole. Selvyyden vuoksi täytyy silti todeta, että tämä linkki oli usein heikko, tuon ajan työläisten epävakaan ja häilyvänjärjestäytymisen vuoksi.

USEITA ONNISTUMISIA

Ensimmäinen Internationaali oli kuitenkin olemassa vain suhteellisen lyhyen ajan, vuo- desta 1864 vuoteen 1877. Epäonnistuiko se siis? Vallitseva näkemys on, että se hajosi, koska sen eri suuntausten ja eri kansalli- suuksien välillä esiintyi ratkaisemattomia ristiriitoja.

Internationaalin loppua epäilemättä no- peuttivat poliittiset konfliktit ja myös jotkin sen johtajien väliset henkilökohtaiset kiis- tat. Olisi kuitenkin kovin idealistista histo- riankirjoitusta väittää, että Internationaalin kriisi johtui Marxin ja Bakuninin kiistasta. Pikemminkin on niin, että ympäröivän maa- ilman muutokset tekivät Internationaalista vähemmän tarpeellisen. Työväenliikkeen järjestöjen kasvu ja muuntuminen, kan- sallisvaltioiden voimistuminen Italian ja Saksan yhdistymisen seurauksena, Inter- nationaalin laajeneminen Espanjan ja Ita- lian kaltaisiin maihin ( joissa taloudelliset ja yhteiskunnalliset olot olivat hyvin toisen- laisia kuin Englannissa ja Ranskassa), Parii- sin kommuunia seuranneet vainot – kaikki nämä tekijät yhdessä johtivat siihen, että vanhanmallinen Internationaali ei enää so- veltunut uuteen aikaan.

Kuitenkaan, vastatakseni kysymykse- si alkuosaan, Internationaali ei päätynyt epäonnistumiseen. Päinvastoin: vaikka se oli olemassa vain muutaman vuoden ajan, sen toiminnan ansiosta työläiset kuitenkin kykenivät 1) saavuttamaan selkeämmän kä- sityksen kapitalistisen tuotantotavan me- kanismeista, 2) tulemaan tietoisemmiksi omasta voimastaan, ja 3) kehittämään uu- sia ja pidemmälle vietyjä oikeuksiensa ja etujensa puolesta käytävän taistelun muo- toja. Mielestäni Internationaalin vallanku- mouksellinen sanoma osoittautui erinomai- sen hedelmälliseksi; se tuotti ajan mittaan paljon suurempia tuloksia kuin mihin se ehti olemassaolonsa aikana – tämän takia sen tosiasiallisen elinajan lyhyys ei ole niin tärkeää.

Toinen mielessä pidettävä seikka on minusta se, että huolimatta kaikista vaike- uksista, jotka liittyivät kansallisuuksien, kielien ja poliittisten kulttuurien eroihin, Internationaali onnistui luomaan yhtenäi- syyttä ja yhteistoimintaa monien järjestö- jen ja spontaanien taisteluiden kanssa. Sen suurimpana saavutuksena oli osoittaa luok- kasolidaarisuuden ja kansainvälisen yhteis-

Tämä on totta. Loppuvaiheessa Internationaalin ohjelma
oli johdonmukaisen antikapitalistinen, kun taas vuonna 1875 hyväksytty Gothan ohjelma oli sekava keitos Lassallen ajatuk-
sia ja Wilhelm Liebknechtin rajoittunutta marxismia. Mutta siitä roolista, jota Saksan sosia- lidemokraatit esittivät (tai ehkä on parempi sanoa: eivät esittäneet) Internationaalissa, voidaan todeta pal- jon muutakin.

Saksan yleinen työväenyhdistys – histo- rian ensimmäinen työväenpuolue, joka pe- rustettiin 1863 ja jota johti Lassallen oppilas Johann Baptist von Schweitzer – ei kos- kaan liittynyt Internationaaliin. Tämä puo- lue suhtautui vihamielisesti tradunionis- miin ja mielsi poliittisen toiminnan tiukasti kansallisuusvaltion puitteisiin rajautuvana toimintana. Se pyrki ylläpitämään varsin kyseenalaista vuoropuhelua Otto von Bis- marckin kanssa eikä osoittanut alkuvuo- sinaan juurikaan kiinnostusta Internatio- naalia kohtaan. Sama kiinnostuksen puute oli ominaista Wilhelm Liebknechtille, joka

jäsentä, mutta vain muutama sata näistä liittyivät yksilöinä myös Internationaaliin, vaikka Preussin lainsäädäntö olisi salli- nut tämän. Saksalaisten heikko internationalismi painoi vaaka- kupissa enemmän kuin juridiset tekijät, ja tilanne huononi edel- leen 1870-luvun jälkipuoliskol- la, kun liike uppoutui entistä enemmän sisäisiin asioihinsa.

Entä Bakunin? On väitetty, että Marx ja Engels yrittivät pakkosyöttää Internationaa- lille autoritaarisia ideoita, jotka koskivat sen organisaatiota. Sinä kuitenkin vaikutat arvi- oivan Bakuninin roolia myönteisemmin kuin mitä marxilais-leniniläisessä historiankirjoi- tuksessa oli tapana.

Tuo on anarkistista propagandaa. Jos Internationaalissa esiintyi autoritaarista kulttuuria, niin se oli Bakuninin edusta- maa. Marx, Engels samoin kuin monet muut Internationaalin johtohahmoista (mukaan lukien, tietysti, Bakunin) yrittivät tehdä ide- oistaan vallitsevia. Mutta ei siinä ole mitään outoa. Pariisin kommuunin jälkeen, esimer- kiksi, Marx halusi luoda kestäviä ja hyvitoiminnan ratkaiseva merkitys. Internationaali auttoi työläisiä tajuamaan, ettei työn vapautumiseen päästä yhdessä maassa, vaan että se on yleismaa- ilmallinen hanke. Se myös levitti työläisten joukkoon tietoisuuden siitä, että heidän on saavutettava päämäärä itse, oman järjestäy- tymisensä avulla, sen sijaan että he dele- goisivat tehtävän jollekin toiselle; edelleen – ja tässä Marxin teoreettinen panos oli kes- keinen – että oli olennaista ylittää itse ka- pitalistisen järjestelmän rajat, sillä pelkät parannukset sen puitteissa, vaikka niiden tavoittelu toki on välttämätöntä, eivät pois- taisi riistoa ja sosiaalista epäoikeudenmu- kaisuutta.

SAKSALAISTEN INTERNATIONALISMI OLI HEIKKOA

Laatiessaan Gothan ohjelman arvosteluaan Marx viittasi Internationaalin kokemukseen ja saattoi todeta, että Saksan sosialidemo- kraattien ohjelma oli joissain suhteissa as- kel taaksepäin verrattuna Internationaalin jo saavuttamaan tasoon. Saksalaiset sosialistit olivat saaneet runsaasti vaikutteita Ferdi- nand Lassallelta, kun taas Internationaalis- sa lassallelaisuutta ei juuri näy esiintyneenjohti sittemmin yhdistynyttä Saksan sosia- lidemokraattista työväenpuoluetta, vaikka Liebknecht muuten oli poliittisesti lähel- lä Marxia.

Huolimatta siitä, että Saksassa toimi kaksi työväenliikkeen poliittista järjes- töä, maassa ei oltu kovinkaan innostunei- ta Internationaalista ja vain harvat haki- vat jäsenyyttä. Internationaalin kolmena ensimmäisenä olemassaolovuonna saksa- laiset työväenliikkeen aktiivit eivät kiinnit- täneet sen olemassaoloon huomiota, koska pelkäsivät viranomaisten taholta koituvaa vainoa. Kuvio muuttui jossain määrin vuo- den 1868 jälkeen, kun Internationaalin mai- ne ja saavutukset Euroopassa kasvoivat. Nyt molemmat kilpailevat työväenpuolu- eet yrittivät esiintyä sen saksalaisena haa- rana. Taistelussaan Lassallen kannattajia vastaan Liebknecht yritti käyttää valttikort- tina oman puolueensa läheisyyttä Marxin kantoihin, mutta Saksan sosialidemokraat- tisen työväenpuolueen kytkentä Interna- tionaaliin oli silti enemmän muodollinen (»puhtaan platoninen», kuten Engels totesi) kuin tosiasiallinen, ja sekä aineellinen että ideologinen panostus Internationaaliin oli minimaalista. Puolueen perustamista seu- ranneena vuonna siihen liittyi yli »Marx sai työläisten kamppailuissa virikkeitä ajatustensa kehittämiseen ja usein niiden tarkistamiseen.»

organisoituja poliittisen järjestäytymisen muotoja jokaisessa maassa missä Interna- tionaali oli edustettuna, koska hän katsoi et- tä kamppailun olisi laajettava talouden pii- ristä politiikkaan (valtaa piti vallata, jotta päästäisiin paremmin taistelemaan kapi- talismia vastaan), eikä siksi, että hän olisi ajatellut autoritaarisesti!

Toisaalta, ei voi sanoa etteikö Bakunin olisi ollut sosialisti. Vaikka hän Proudho- nin tavoin vastusti peräänantamattomas- ti kaikkia poliittisen auktoriteetin muotoja, etenkin valtiovaltaa, olisi
aivan väärin panna hänet samaan joukkoon mutualistien2 kanssa.
Siinä missä mutualistit, joilla oli paljon painoarvoa Internationaa-
lin varhaisvuosina, olivat pidättyneet kaikesta poliittisesta toimin-
nasta, autonomistit taas taistelivat »yhteiskunnallisen vallankumouksen poli- tiikan, porvarillisen politiikan ja valtion tu- hoamisen» puolesta. Ei saa unohtaa, että he kuuluivat Internationaalin vallankumouk- sellisten osatekijöiden joukkoon ja että he esittivät kiinnostavaa kritiikkiä kysymyksis- sä, jotka liittyivät poliittiseen valtaan, valti- oon ja byrokratiaan.

ON JÄLLEEN AIKA KÄÄNTÄÄ TRENDI

Aika, jolloin Internationaali oli aktiivinen, oli samalla globalisaation aikaa mittakaavas- sa, jota ei ennen ollut nähty. Tänään eläm- me samantapaista vaihetta, yhä kiihtyvine globalisoitumisprosesseineen, mutta meillä ei enää ole Internationaalia… Eikö mielestäsi ole edelleenkin tarvetta tällaiselle järjestöl- le? Vai onko pääoman vallan vastarinnalle nykyisin avautunut muunlaisia mahdolli- suuksia ja keinoja?

Internationaalin 150. vuosipäivä toteu- tuu itse asiassa varsin erilaisessa konteks- tissa kuin mitä sen toiminta-aika oli. Työn maailma on kokenut koko aikakautta lei- maavan tappion ja on keskellä syvää kriisiä. Lähes kaikkialla maailmassa vallinneen pit- kän uusliberaalisen politiikan kauden seu- rauksena se systeemi, jota vastaan työläiset taistelivat ja josta he saivat tärkeitä voittoja, on palannut samalla kun sen riistoluonne on entisestään vahvistunut. Työläisten oi- keuksia vastaan on hyökätty jo usean vuo- sikymmenen ajan. Tämä on pakottanut työ- väenjärjestöt etsimään uusia etenemisen teitä, yhteistyön ja solidaarisuuden mahdollisuuksia jotka jälleen pystyisivät haas- tamaan globalisoituneen pääoman suunnat- toman mahdin. Kuten ennenkin, työläisten on opittava tuntemaan, miten muuntaa lu- kumääräinen voimansa ja sitoutumisensa taisteluun voimaksi, joka pystyisi takaa- maan heille perustavia sosiaalisia ja talou- dellisia etuja. Internationaalin opetukset voivat auttaa trendin kääntämisessä, joskin järjestäytymisen poliittisia muotoja täytyy osin ajatella uusiksi. Emmehän voi vain sel-

Toisaalta, vaikka kapitalistinen globa- lisaatio on heikentänyt työväenliikettä, se on myös monin tavoin avannut uusia väyliä. Kommunikaation mahdollisuus on kasva- nut, ja se saattaa helpottaa työläisten kan- sainvälistä yhteistoimintaa ja solidaari- suutta. Kapitalismin tuoreen krisiin myötä – joka on entisestäänkin kärjistänyt työn ja pääoman välejä – Lontoossa 1864 peruste- tun järjestön perintö on uudelleen osoittau- tunut merkittäväksi, ja sen opetukset ovat tänään ajankohtaisempia kuin koskaan. laisenaan ottaa käyttöön 150 vuot.

»Oli ta sitten olleita malleja olennaista Viimeisten 25 vuoden aikana ylittää on toteutunut sarja merkittäviä kapitalistisen poliittisia ja taloudellisia kään- järjestelmän teitä: neuvostoblokin romahdus; rajat.» ympäristökysymysten nousu kes- kiöön; globalisaation tuottamat so- siaaliset haasteet; ja yksi kapitalis- min historian suurimmista talouskriiseistä, joka YK:n alaisen Kansainvälisen työjärjes- tön (ILO) tietojen mukaan on vuodesta 2008 alkaen lisännyt 27 miljoonaa maailman työttömien kokonaismäärään, mikä nyt on yli 200 miljoonaa. Edelleen, työmark- kinoiden »uudistukset» (sana »uudistus» on ajan myötä menettänyt edistyksellisen sisältönsä) ovat vuosi vuodelta lisänneet »joustavuutta» ja helpottaneet työläisten irtisanomista. »Uudistukset» ovat tuotta- neet syvempää epätasa-arvoisuutta, eivät väitettyjä parannuksia työoloihin. Nykyi- nen tilanne monissa Euroopan maissa hä- lyttävine työttömyyslukuineen on kuvaav esimerkki tästä epäonnistumisesta.

Vaikka näin on, niin viimeaikaiset, eri puolilla maailmaa vaikuttaneet globaalit protestiliikkeet ovat toistaiseksi rajoittu- neet esittämään hyvin yleisluontoisia vaati- muksia sosiaalisen tasa-arvon puolesta. Ne eivät ole paneutuneet riittävästi työn maail- man uusiin ongelmiin ja siinä tapahtunei- siin radikaaleihin muutoksiin. Itse asiassa vielä vähän aikaa sitten monet kirjoittajat esittivät teesin, että näköpiirissä olisi »työn loppuminen». Tuloksena on ollut, että työ, joka 20. vuosisadalla esitti keskeisen toimi- jan osaa, on kasvavassa määrin muuttunut heikoksi ja toissijaiseksi vaikuttajaksi. Am- mattiliittojen on entistä vaikeampi edustaa ja organisoida nuorempia tai maahanmuut- tajataustaisia työläisiä yhä joustavammilla työmarkkinoilla, missä työpaikat ovat epä- varmoja ja enenevässä määrin vailla oikeudellista suojaa.

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지젝 철학이 마르크스적 대안 ? 노동자운동으로부터 너무 동떨어졌다

마르크스학자 마르셀로 무스토, 한국서 강연 진정한 마르크스주의란 인간을 위한 사회적 관계 회복 폭주하는 자본주의의 대안 박우진기자 입  마르셀로 무스토는 “자본주의의 위기에 대처하기 위해 진짜 마르크스주의를 회복해야 한다”고 강조했다. 최흥수기자”마르크스 없는 마르크스주의, 마르크스주의를 모르는 마르크스주의자가 너무 많다.”

이탈리아 출신의 마르크스학자 마르셀로 무스토(37)는 안토니오 네그리, 슬라보예 지젝 등으로 이어지는 포스트모더니즘 이후 마르크스주의 조류가 “진짜 마르크스로부터 너무 멀리 갔다”고 비판한다. 예를 들면 지젝 철학이 라캉의 정신분석 이론과 더 관련이 있고 정작 마르크스와 노동자운동의 역사와는 동떨어져 있는데도 마르크스적 대안으로 간주되는 것은 문제라는 지적이다. 이런 내용을 담은 무스토의 2011년 저서 <마르스크와 마르크스주의들을 다시 생각한다>가 최근 국내에 번역 출간 됐다. 이에 맞춰 경상대사회과학연구원 초청으로 방한한 무스토는 3일 서울 광화문에서 한 인터뷰에서 “마르크스만큼 정치적으로 과도하게 해석된 학자는 없다”며 “역사 속에서 생긴 오해와 실수를 걸러내고 진짜 마르크스를 회복해야 한다”고 말했다.

왜 지금 마르크스일까. 무스토는 “2008년 세계 금융 위기 이후 제기된 자본주의의 한계를 비판적으로 이해하는 도구로서 마르크스주의는 대단히 유효하다”고 지적했다. 세계는 90년대 초반 소련 붕괴 후 사멸한 듯 보였던 마르크스주의의 대대적 부활을 목도하고 있다. 학계 내부에서만 진행되는 일이 아니다.독일에서는 <자본론>이 불티나게 팔려나가고, 그리스에 서 급진 좌파 성향인 시리자당이 최대 야당으로 부상했다. 무스토는 “소련만 붕괴하면 세계는 끝없이 발전할 것이라는 정치적 주술, 자본주의가 완벽한 체제라는 믿음이 깨진 자리에서 세계를 변화시키는 마르크스주의의 가치가 재평가되고 있다”고 분석했다.

하지만 이것이 공산주의를 지탱했던 소련식 마르크스ㆍ레닌주의의 복귀를 의미하지는 않는다. 무스토는 “정작 마르크스는 유물론적 변증법에 중점을 두지도, 평등을 자유와 대립하는 것으로 상정하지도 않았다”고 강조했다.

대 신 그가 제안하는 마르크스주의는 자본에 의한 소외와 상품 물신성에서 자유로운 개인들의 연합 가능성이다. 마르크스가 1864년 창설한 국제노동자협회 ‘제1인터내셔널’에서 시도했던 것이다. 무스토는 “마르크스는 이 조직을 통해 노동자들이 사적 소유를 목적으로 하지 않은 노동의 즐거움을 누리고, 자본의 착취를 피해 노동을 줄이고 남는 시간을 사랑하는 데 쓸 수 있는 체제를 꿈꿨다”며 “인간에 의한, 인간을 위한 사회적 관계 회복이 폭주하는 자본주의의 대안”이라고 강조했다.

무스토가 새로운 마르크스주의를 ‘발굴’해낸 터는 마르크스와 엥겔스의 모든 유고를 망라해 출간 중인 마르크스·엥겔스 전집 (MEGA)이다. 무스토는 이 자료를 검토해, 방대한 원본이 소련 등의 정치적 이해에 의해 축약된 채 정전화된 것이 왜곡된 마르크스주의의 기원임을 밝히는 연구를 계속하고 있다.

무스토는 자신의 저서가 한국에서 마르크스에 대한 논의의 불씨가 되기를 바란다고 말했다. 그는 7일까지 국내 대학과 시민사회단체 등을 순회 강연한다. 내년에는 본격적으로 마르크스를 현대에 적용하는 작업을 시작한다. 민주주의, 생태주의, 젠더 등 현대의 첨예한 정치·사회적 개념에 대한 마르크스의 관점을 성찰하는 논문 모음집 <마르크스 부활: 현대사회 비판에 관하여>를 출간하는 것이다. 이매뉴얼 월러스틴, 고 에릭 홉스봄 등 당대 최고의 마르크스학자들이 참여한 대기획이다.

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Marcello Musto – Rainews24 – 15 Maggio 2012 : intervista sulla attualità di Marx

Marcello Musto – Rainews24 – 15 Maggio 2012: Intervista sulla attualità di Marx

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El fantasma de Marx remece Wall Street y el mundo

Cuando en 1989 los agoreros del neoliberalismo anunciaban con júbilo el fin de la historia y el triunfo definitivo del capitalismo, jamás imaginaron que 19 años más tarde, el fantasma de Karl Marx recorrería el corazón de Wall Street y de los principales centros de reproducción de la usura mundial, invocado por ellos mismos.

Hoy, con desesperación creciente, buscan en la obra del proscrito Marx, las claves para comprender la magnitud de la crisis actual del capitalismo, que desde 2008 sacude la economía global. Buscan una salida cosmética – que asegure los intereses del capital – en el contexto de una crisis multifacética que incluye los ámbitos económico, financiero, alimentario, energético y ambiental.

En forma paralela, un grupo de intelectuales de diversas partes del mundo, agrupados en la Fundación Internacional Marx Engels (IMES), trabaja desde hace años en una tarea largamente inconclusa: realizar una edición integral y científica de la obra de Marx y Friedrich Engels. La publicación de las obras completas de ambos pensadores, se inició en 1920 en la ex Unión Soviética, iniciativa conocida como Proyecto MEGA por sus siglas en alemán. En él participaron intelectuales soviéticos y alemanes, pero sucumbió producto de las purgas stalinistas y el auge del nazismo en Alemania. En 1975 se reanudó el denominado MEGA 2, que corrió la misma suerte con el fin de la Unión Soviética y los socialismos reales en 1989.

La IMES, nació en 1990 con el objetivo de retomar y concluir el proyecto MEGA 2, que contempla cuatro secciones con toda la obra de Marx y Engels, la correspondencia, El Capital y sus manuscritos preparatorios y más de doscientos cuadernos de apuntes en nueve lenguas, que son la base de la elaboración de Marx. En la actualidad, han sido publicados 52 volúmenes de un total de 114.

Para Marcello Musto, politólogo y filósofo italiano que conversó con Punto Final, Marx es un autor mal conocido. “La edición de su obra completa nos permitirá acceder a un Marx diferente al que nos presentaron muchos de sus seguidores y adversarios”, puntualizó. Musto es una de las figuras jóvenes actuales más importantes en el estudio y enseñanza del marxismo y se desempeña como académico del Departamento de Ciencias Políticas de la Universidad de York en Toronto, Canadá. De visita en Chile, realizó una charla el 19 de julio en la Universidad Arcis, donde presentó el libro “Tras las Huellas de un Fantasma: la actualidad de Karl Marx”, del cual es compilador. El texto incluye las investigaciones filológicas más recientes de la obra íntegra de Marx y Engels, actualmente en proceso de edición.

Crisis cíclica y estructural

Marx analizó en profundidad el capitalismo y elaboró una teoría para superarlo y transitar hacia el socialismo. La aplicación de esta teoría en la ex Unión Soviética y los países de Europa del Este fracasó. En su opinión, ¿cuáles son las causas fundamentales de este fracaso?

Es importante precisar, que el objetivo esencial de Marx era entender el modo de producción capitalista, empresa monumental a la cual dedicó la mayor parte de su vida. Ello no significa que no le interesara analizar y dar algunas indicaciones sobre la sociedad comunista. Esos análisis sobre la etapa pos capitalista, constituyen un verdadero tesoro y los incorporó en los manuscritos preparatorios de El Capital y en otras notas, que hoy podemos conocer. En la experiencia de la ex Unión Soviética, la aplicación del marxismo respondió a una situación económica y social concreta de ese país, y ciertamente existieron diferencias con la teoría de Marx.

¿En qué ámbitos concretos?

En aspectos como la libertad, la distinción entre socialismo y comunismo, que Marx no planteó, y la idea de una organización política y económica bajo el dominio de la vanguardia del partido, que posteriormente también se transforma en la vanguardia del estado. Para Marx, la emancipación de los trabajadores debe ser obra de ellos mismos, algo muy distinto a lo que sucedió en los años grises del socialismo real.

Marx planteó el carácter cíclico y estructural de las crisis del capitalismo y la actual tiene un carácter multifacético que la hace más profunda que las anteriores. ¿Existe posibilidad de solución dentro del sistema, como pretenden los economistas neoliberales o enfrentamos el imperativo de construir una alternativa al capitalismo?

Con el análisis que hizo Marx, uno podría incluso burlarse de la superficialidad con que algunos economistas contemporáneos pretenden explicar la crisis. Plantear que es un fenómeno pasajero y reducir las causas a una simple falta de regulación de mercado y a la usura de algunos grupos económicos aislados, es simplemente ridículo. Enfrentamos una crisis estructural del capitalismo, que dada su profundidad no tiene solución dentro del sistema. Hay que entender que para el capital la crisis no es un problema sino una solución, que permite destruir las conquistas sociales y profundizar los niveles de explotación. La necesidad de superar la crisis la tienen los trabajadores, como decía Marx, para salir de la anarquía del capitalismo. Por ello, se requiere una alternativa al sistema, pero vivimos una paradoja: el poder ideológico dominante es tal, que frente al desastre ambiental y energético, se puede hablar del fin del mundo, pero no del fin del capitalismo.

Se necesita más que indignación

La crisis del sistema ha despertado la indignación de millones de personas en el mundo, que se movilizan contra el modelo. ¿Cómo visualiza el carácter de la lucha de los indignados en el mundo? ¿Luchan por más equidad y justicia dentro del sistema o existe el germen de una lucha por construir una alternativa al capitalismo?

Tengo un gran respeto por las movilizaciones contra el modelo en distintas partes del mundo, pero pienso que la lucha de los indignados no tiene un sentido anticapitalista. Los moviliza la indignación por las injusticias evidentes del sistema y difícilmente podría uno esperar algo más, luego de una derrota tan dramática como la de 1989. Vivimos un contexto complejo desde el punto vista político y teórico, parecido al que enfrentó Marx, con gran efervecencia política y fuerte presencia del anarquismo. Él fue muy crítico con estos movimientos porque consideraba que no eran la alternativa al capitalismo que él sentía necesaria. Hoy se habla mucho de la circulación, de cambiar la forma de moneda, de comercio justo, de banca solidaria. Es la misma polémica que Marx tuvo con Proudon, con el anarquismo iconoclasta que pensaba que modificando la circulación cambiaba el sistema. Si los movimientos sociales, que en la actualidad protestan contra el capitalismo quieren de verdad cambiar las condiciones económicas y sociales, construir una alternativa, necesitan a Marx.

Usted ha planteado que si la izquierda no quiere desaparecer, tiene que volver a saber interpretar las verdaderas causas de la crisis actual del capitalismo, y tener el coraje de proponer y experimentar las respuestas radicales necesarias para superarla. ¿Cuáles son esas respuestas radicales?

Si la izquierda se plantea realizar sólo transformaciones superficiales e insiste en defender y administrar los desastres del capitalismo, significará su autodestrucción y el fortalecimiento de la extrema derecha, que en la actualidad es muy fuerte en Europa. A diferencia de 1989, donde esa derrota afectó fundamentalmente a los partidos comunistas de la órbita soviética, será el principio del fin de los partidos socialistas y de la social democracia. Hay que oponerse al capitalismo y plantear una alternativa.

¿Es esa alternativa el socialismo?

Puede ser el socialismo, pero es esencial determinar las características de ese socialismo. Aspectos como el medio ambiente, la energía y la ecología deben ser fundamentales. También a la luz del estudio de las últimas notas de Marx pienso que debe existir una participación radical, una democracia – Marx utilizaba la expresión autogobierno de los productores -, que implica una participación política y económica del pueblo. En la democracia neoliberal, la esfera económica domina a la política y la ha privado del control democrático, a tal punto que un cambio de gobierno no altera las directrices de la política económica y social. Pienso que debemos hacer lo opuesto: la esfera política, de participación tiene que ser potenciada al máximo. Algunas experiencias de América Latina me parecen esperanzadoras, porque existe un movimiento social amplio y fuerte.

¿A qué experiencias se refiere?

Las nuevas constituciones políticas en Bolivia y Ecuador son un hecho importante. Visité Bolivia y vi un movimiento político social fuerte con conciencia, que en mi opinión constituye un elemento esencial para que podamos hacer algo distinto a la derecha. Es fundamental que los gobiernos de izquierda de estos países dialoguen con los movimientos sociales y transforman esta experiencia en algo plural, aceptando las diferentes culturas de izquierda. Si no lo hacen, enfrentarán serios problemas, lo que sería muy negativo para la izquierda de esos países, de América Latina e incluso para la izquierda mundial.

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Hoy, Marx no hablaría de dictadura del proletariado

Marcello Musto recorre América Latina con la presentación del libro ‘Tras las huellas de un fantasma, la actualidad de Karl Marx’, para provocar el debate sobre el pensamiento marxista.

Una de las principales preocupaciones del investigador y académico italiano es la poca divulgación bibliográfica que se hizo de Karl Marx. Desde hace varios años se ha dado a la tarea de escudriñar los manuscritos y cartas del pensador, Friedrich Engels y sus amigos, y descubrir las ideas que no necesariamente fueron incorporadas en El capital, el libro básico de los estudios filosóficos y políticos sobre economía, capitalismo y clases sociales del autor prusiano del siglo XIX.

Quizás pueda resultar superfluo imaginar a Karl Marx (1818-1883) teorizando y planteando luchas en la actualidad, como en la Comuna de París. Sin embargo, nacido del análisis de Marcello Musto, un estudioso italiano de Marx, es posible. De paso por La Paz, éste se anima a decir que el autor del Manifiesto Comunista, junto a Friedrich Engels, no pensaría lo mismo ahora de la tesis de la “dictadura del proletariado”, tan utilizada en las movilizaciones de las izquierdas de hoy y de antes en el país.

“Pienso que hoy, Marx nunca diría dictadura del proletariado. Viendo lo que ha pasado en la Unión Soviética, no diría este concepto que ha utilizado algunas veces; que no tiene nada que ver con (lo que hicieron) los políticos stalinistas”, dice en una charla con Animal Político, en ocasión de la presentación de Tras las huellas de un fantasma, la actualidad de Karl Marx, libro junto a otros autores universales que editó, hace dos semanas en La Paz y Cochabamba.

Si es así, se desmitifica el concepto y el sentido de la dictadura del proletariado, retrucamos. “Sólo estuve pensando. Si Marx utilizaría este eslogan, lo haría después de algunos errores o una tragedia (como la) del movimiento obrero en la Europa oriental (Rumanía, Albania)”, responde Musto, aunque antepone a su afirmación su modestia.

Mijaíl Aleksándrovich Bakunin (1814-1876), considerado uno de los padres del anarquismo, ya había cuestionado el concepto de Dios y el Estado. “¿Qué significa el proletariado elevado a condición de clase dominante? ¿Acaso todo el proletariado estaría a la cabeza del Gobierno? Hay cerca de 40 millones de alemanes, ¿acaso todos ellos serán miembros del Gobierno? Todo el pueblo será director y no habrá Gobierno, no habrá Estado. Pero toda vez que haya Estado, habrá dirigidos, existirán esclavos”.

Marx había planteado la idea —sólo 12 veces usada en los escritos junto a Engels, según Musto— en su afán de promover el derrocamiento del régimen burgués y el establecimiento del proletariado en el poder tras la revolución socialista. “Ya hemos dicho que el primer paso de la revolución obrera será el ascenso del proletariado al poder, la conquista de la democracia”, dicta, por su parte, el Manifiesto Comunista.

“Marx tenía la idea de una sociedad organizada de manera democrática, con participación social, política y económica; utilizaba diferentes palabras para decir comunismo y socialismo: autogestión de los trabajadores”, recuerda Musto.

La dictadura del proletariado es algo que Marx ha mencionado por un periodo de lucha muy fuerte entre los capitalistas, las clases dominantes y los trabajadores, y el ejemplo más importante era la Comuna de París, en su análisis.

Más allá de eso, de la especulación nuestra sobre el sentido actual de la dictadura del proletariado, dice que Marx ha dicho dos cosas: “uno, no hay una única vía para hacer la revolución o cambiar las relaciones económicas; en una realidad homogénea, puede ser con elecciones democráticas (Holanda) o puede ser con la revolución (Alemania). Marx dijo que condiciones sociales diferentes y homogéneas no hay un modelo o una ley”.

Sin embargo, sus ideas no siempre fueron reproducidas como él las planteaba, quizás por eso nuestro interlocutor considera que el stalinismo, con la purga de ideas en los años 30, fue una de las causas de su escasa expansión. Joseph Stalin (1878-1953) planteaba el rigor del poder de la mayoría explotada sobre la minoría explotadora, pero sin una democracia plena para todos.

“El hecho de que la palabra ha sido tan importante en la Unión Soviética es porque el partido tenía que hacer el control de la sociedad, y después el Estado, porque el partido se ha hecho Estado”, considera Musto.

Ahora. Cree que, aún así, Marx ha regresado, y esa condición es insumo para el debate actual acerca de su pensamiento. Eso quiere decir que los estudiosos y las universidades han comenzado a desempolvar los escritos y otorgarle de nuevo el valor a sus pensamientos. “Marx ha regresado como investigador del capitalismo. El verdadero retorno de Marx es el retorno político, en periodistas, trabajadores y movimientos políticos”, dice el académico, profesor y PhD en Filosofía y Política de la Universidad de Nápoles, Italia.

Su preocupación está en la acción actual no siempre consecuente con el pensamiento de Marx y Engels. “Necesitamos un Marx verdadero en las luchas”, reclama, como personalizando al pensador con los movimientos sociales del mundo.

De gira académica por América Latina con la provocación de Tras las huellas de un fantasma…, Musto argumenta que en el orbe, como el capitalismo en la época de Marx que impedía la propagación de sus ideas, las condiciones son complicadas. “En gran parte del mundo estamos en una condición difícil, de defensa (de los derechos), porque hay un ataque a la condición de los trabajadores, como pasa en Europa”, dice.

Claro, hay movimientos dispersos, como los jóvenes en Seatle, Madrid o México, que si bien comienzan a cuestionar el sistema, no necesariamente comulgan con el pensamiento marxista. “No tienen ninguna idea de lo que es el anticapitalismo, una sociedad diferente. Cuestionan el sistema pero sin los instrumentos para lucharlo”.

“El anticapitalismo de Marx, el internacionalismo del Che Guevara o los pensamientos de Gramsci (Antoni, 1891-1937) sobre la tradición marxista del movimiento obrero, es lo que necesitamos”, afirma.

En ese su repaso de la reproducción del pensamiento marxista en la región, cita a Cuba, aunque el Che, con sentido autocrítico, alguna vez dijo que el marxismo allí fue menos pragmático, más dogmático y con influencia rusa. “Claro. Yo digo cómo podría haber sido diferente si vamos a pensar las condiciones en las cuales el marxismo y la lucha revolucionaria nacieron… Claro, Rusia tenía este sentido, esta intromisión mundial muy fuerte, estamos hablando de pocos años después de la muerte de Stalin. Principalmente tenía eso”, asiente el profesor de Ciencias Políticas de la York University, Toronto (Canadá).

¿Y puede decirse que Cuba es el ejemplo más claro del desarrollo del pensamiento marxista? “No lo sé. Claro que Marx estudió una realidad que era mucho más capitalista; veía las transformaciones de Europa y todo el mundo. Cuba tenía una condición diferente, como el marxismo tenía una condición diferente”, responde el estudioso marxista.

“Fidel Castro, un año después de la revolución (1959), cuando la revolución estuvo llegando a ser más socialista, dijo ‘hemos hecho algo más grande que nosotros mismos’”. Pero… Musto guarda fe en la irrupción de gobiernos de izquierda en América Latina, como los de Bolivia y Ecuador, especialmente. “En América Latina, hoy la izquierda es fuerte”, admite.

¿Y cree que Bolivia está recuperando ese pensamiento? “Yo pienso que sí, sobre todo… Para mí, no es importante que se recupere a aquella persona, sino el pensamiento verdaderamente anticapitalista”.

Musto siguió de cerca el llamado “proceso de cambio” boliviano, desde antes de la elección de Evo Morales. “Bolivia es un símbolo importante en el mundo, es como lo que era en los años 90 Chiapas, cuando no había nada en la izquierda, cuando no había esperanza…Bolivia representa un poquito eso, o cuando eran los movimientos estudiantiles de Francia e Italia en los 60”, dice.

Con un guiño a Morales y a sus acciones en el gobierno del Movimiento Al Socialismo (MAS), sugiere una actitud concertadora para la gestión. “Bolivia tiene una responsabilidad hoy, que la pienso muy fuertemente. Si es tan fuerte, Bolivia tiene que hacer este proceso de cambio de la manera más abierta, más democrática posible. Yo sé que es muy difícil organizar el poder y en estas condiciones políticas y sociales, con esta derecha y con este ataque”.

De regreso a Canadá, Musto se ha cargado de muchos insumos en el país, entre libros, entrevistas y una charla con nosotros. Y recuerda lo que quiso Marx: “Yo no quiero ser un nuevo cocinero que da la receta de la cocina del futuro; no quiero ser como los socialistas utopistas, como los positivistas…”. Que así sea.

Perfil

Nombre: Marcello Musto

Nació: 14-04-1976

Profesión: Filósofo

Cargo: Profesor de la York University, Toronto (Canadá)

Estudios

Marcello Musto se muestra como un hombre sencillo y conversador. A la par de exponer sus análisis, siempre busca conocer el criterio de sus interlocutores acerca de la realidad política; así se alimenta de insumos para entender más la política.

Evo Morales y su gobierno tienen que ser abiertos

En medio de un bullicio de la consola de un restaurante francés, Le Comedié, en La Paz, el napolitano Marcello Musto también pide hablar con el periodista; pregunta sobre la situación del país y el proceso político que vive desde hace seis años. Expresa admiración por las luchas políticas y sociales que precedieron en el país, y se emociona al referirse a los cambios políticos.

— ¿Cómo concibe a Evo Morales?

— Cuando fue la elección, estuve muy feliz, por lo que representa el hombre; si no es sólo un hombre, fue un cambio radical en la sociedad boliviana. Espero que él y el proceso de cambio sean bien abiertos, que escuche, para la responsabilidad que requiere el país. El proceso tiene que ser algo participativo y democrático. Si Bolivia lo hace, lo va a hacer la izquierda mundial también.

— Llega al país en medio de una vigilia de indígenas del TIPNIS.

— Los conflictos que vive el país no afectan al Gobierno. Lo de la policía (el motín) tiene que ser rechazado con dureza. El TIPNIS es algo diferente.

— ¿Es posible un Estado Plurinacional?

— Absolutamente, es posible.

— ¿Cómo lo concibe?

— Una forma de democracia que es más sustancial y real que formal. Las constituciones de Bolivia y Ecuador son un avance muy significativo, porque la ley y la forma de la política y la jurisdicción del Estado tendrían que ser respetuosas de la diferencias.

— Pero ha descontento…

— No pienso que haya un descontento. El MAS y este Gobierno tienen apoyo popular muy fuerte. No pienso que si vamos a elecciones Morales pierda. Hay una derecha muy débil, como Ecuador, que no tiene un proyecto político. La izquierda debe intentar todas las posibilidades; los movimientos sociales deben entender los errores y dramas políticos del pasado.

— ¿Qué entiende por marxismo?

— La libertad. Porque en los siglos pasados hemos sufrido el increíble y dramático proceso de hegemonía cultural del capitalismo sobre el socialismo, en la sociedad americana sobre todo. La libertad está en el socialismo, esta alternativa de sociedad no empieza con Marx, sino con la lucha de los trabajadores.

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Ripensare Marx ai tempi della crisi

Marcello Musto, classe 1976, napoletano doc del centro antico, insegna Teoria Politica presso la York University di Toronto. Autore di numerosi saggi e testi relativi a Marx tradotti in varie lingue, è uno degli esperti più accreditati del pensiero marxista.

Ha in programma, fra le ultime iniziative, una serie di conferenze nelle Università dell’America Latina e sta collaborando alla pubblicazione di “Mega 2”, la prima edizione critica tedesca delle opere di Marx, edite e inedite, prevista in 114 volumi. Redattore di più testate di livello internazionale, contribuisce con il suo lavoro e con la pubblicazione di testi “agili di divulgazione” alla riflessione e all’informazione sul pensiero di Marx. Con il testo “Ripensare Marx e i marxismi” pubblicato da Carocci affronta solo la prima parte della biografia intellettuale del pensatore di Treviri. Il testo si inserisce nel rinnovato dibattito che pone di nuovo alla ribalta il Capitale e un Marx troppo frettolosamente gettato alle ortiche dopo la dissoluzione dell’Unione Sovietica. In Giappone riscuote successo la versione manga del Capitale, in Cina sono in corso di traduzione le sue opere complete, in Germania il Capitale è divenuto nuovamente un best seller e dal 5 al 9 luglio si è svolto a Londra il festival “Marxism 2012 – idee per cambiare il mondo”. È un Marx diverso quello proposto da Musto, per nulla accademico, ostile al socialismo di stato, creatore di un metodo aperto ad alleanze politiche e analitiche, legato più alla verità storica dei “fatti” che a una riduzione ideologica. Come in una nuova prospettiva democratica. E qui risiede l’attualità del suo pensiero e il ritornare a parlare di Marx in tempi di “crisi”.

Quando ha iniziato ad interessarsi a Marx?

Da quando ero studente all’Università; desideravo approfondire il suo pensiero, riscoprirlo, “ripulirlo” da ogni pregiudizio, liberarlo dalle ingiustizie compiute nei suoi confronti, senza osannarlo – errore compiuto da molti autori dogmatici – ma cercando di analizzare criticamente il suo percorso teorico.

Cosa avvicina di più Marx alla contemporaneità?

Sono tanti i punti di contatto. Quello di più stringente attualità riguarda il capitalismo e la sua crisi. Dopo la caduta del muro di Berlino, interrotti gli studi sul suo pensiero, si ritorna a riflettere su di lui durante la crisi finanziaria del 2008. Non a caso i maggiori quotidiani conservatori in Germania hanno pubblicato, proprio a partire dalla fine del 2007, gli articoli di Marx del 1857, per le innumerevoli convergenze e similitudini con l’attualità del momento. Poche biografie infatti ricordano che Marx è stato giornalista per un ventennio e per 12 anni il corrispondente dall’Europa del più diffuso quotidiano americano, il New Tribune, che vendeva più di 200mila copie al giorno. Testimone di tanti avvenimenti importanti, lo fu anche della prima grande crisi finanziaria, quella del 1857 appunto. Questa esperienza confermò al nostro autore il carattere ciclico e strutturale delle crisi, ma anche l’inconsistenza dell’idea di un mercato pensato come sistema razionale. Il mercato è “anarchico”.

Cosa vuol dire mercato anarchico?

Marx dice: “ Gli economisti che spiegano la crisi come l’eccesso di forme del capitalismo, assomigliano a quei filosofi -oggi scomparsi- che dicevano che la febbre è la causa di ogni malattia”. Non esiste il mito del mercato sempre autoregolato, non si legge questo dato neppure negli economisti classici, come Smith e Ricardo. In tempi di crisi il mercato non si autoregola, come nei tempi di espansione, anzi nella crisi il capitalismo distrugge e attraverso la distruzione cancella le forme di conquiste sociali che il mondo del lavoro compie.

Se volessimo tradurre in pratica i suoi insegnamenti, quale sarebbe la chiave di volta per superare la crisi?

Marx scrive il Capitale nel ’77 e dopo 5 anni nell’edizione francese già modifica alcune cose. Voglio dire che occorre apprendere il “metodo” marxiano. Il tema più importante è il “rapporto fra la sfera politica e la sfera economica”, non abbastanza al centro dei dibattiti politici perché se lo fosse sarebbero consequenziali interventi incisivi e modificanti. C’è molto in Marx sul rapporto economia/politica, della politica svuotata del suo peso, del meccanismo che trasferisce alla sfera economica la responsabilità delle decisioni. Pagine che possono descrivere l’oggi, il predominio non democratico dell’economia, della Banca Europea, delle scelte tecniche che poi non sono solo economiche ma politiche.

La sua rilettura di Marx come è stata accolta dai teorici vecchio stampo e dai giovani?.

Nell’ultimo libro che ho pubblicato mi confronto con colleghi di vari Paesi sulla “ricezione” di Marx. L’accoglienza è diversa. In America e nel mondo anglosassone, per esempio, esiste un interesse di carattere intellettuale: non essendoci un movimento operaio in senso classico non c’è cittadinanza politica di alcune idee. I giovani poi sono confusi e i movimenti come gli indignados o gli occupied street sono deboli teoricamente, vivono i fenomeni e Marx lo conoscono poco, di rimando. Il libriccino che ho pubblicato sull’alienazione semplice e veloce nella lettura ha questo scopo: divulgare, parlare del metodo di Marx.

E chi è più a destra, come ha reagito al suo lavoro?

Ho avuto diversi riscontri. Anche da Hobsbawm – 94 anni – un grande storico, autore di Come cambiare il mondo. Perché riscoprire l’eredità del marxismo. Spesso mi hanno invitato in ambienti conservatori e il libro è stato tradotto anche in giapponese; penso che chi è dell’altra sponda abbia meno pregiudizi e abbia fatta sua di più l’idea di un Marx incompiuto, critico e autocrito.

A quale progetto sta lavorando?

Marx ha scritto: “Non voglio scrivere ricette per l’osteria dell’avvenire come i positivisti o gli utopisti, voglio spiegare al capitalismo che sarà poi l’emancipazione dei lavoratori a cambiare le cose”. E nei Manoscritti dà indicazioni di come non doveva essere la società, il Post-modernismo. Sto cercando di sistemare in maniera rigorosa le sue indicazioni sul socialismo, sul post capitalismo e dimostrare come la sua critica ai socialismi esistenti al suo tempo si può in parallelo riportare per i movimenti presenti oggi. Proudhon è la banca equa e solidale, il socialismo di Stato è la Cina di oggi e la Russia di ieri. Sto studiando poi i manoscritti preparatori del Capitale, la seconda parte della sua vita, quando guarda all’India, alla Cina e fa distinguo importanti della varie società. Temi di grande attualità.

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Un fantasma que hace ruido y da de qué hablar: Marcello Musto en Quito

“¿Quién era Marx? Marx era un estudiante exactamente como vosotros, ni más ni menos, un estudiante de Quito de 2012”. Con estas palabras, Marcello Musto inició su conferencia el pasado martes 07 de junio en el auditorio Pedro Jorge Vera de la Facultad de Comunicación Social (Facso).

Al evento, organizado por el Instituto de Investigación y Posgrados (ISICS) y Dax Toscano, docente de la materia Teoría Social y Política de la Facultad (coordinador del evento), asistieron alrededor de 500 personas, entre estudiantes, docentes, trabajadores y autoridades.

Fernando López, decano de la Facultad, realizó la apertura del evento: “Marx, un fantasma que hace ruido y da de qué hablar”, dijo.

Musto compartió detalles invisibilizados de la vida del pensador del siglo XVIII. Durante 90 minutos, los asistentes pudieron acercarse a Marx y sus travesías, sus limitaciones, su contexto histórico, su producción intelectual. En su obra “Tras las huellas de un fantasma: la actualidad de Karl Marx”, publicado por la Editorial Siglo XXI, se recoge toda esta información.

“Contra la ofensiva posmoderna de derecha”

“El profesor Musto ha tenido una gran atención con nosotros, al venir a dar una charla en nuestra Facultad en una gira que está realizando por primera vez por América del Sur. En su recorrido no solamente va a exponer las ideas de Marx, sino también, conocer nuestra realidad. Para él es importante conocer los pueblos de Latinoamérica y así realizar una explicación de nuestras realidades concretas”, indicó Toscano.

“En la facultad hemos tratado de mantener, aún en los momentos más duros de la ofensiva posmoderna de derecha, espacios para el pensamiento crítico”, manifestó López.

A criterio de Marco Villarroel, docente de la Facultad, es un hecho interesante que temas considerados “peligrosos” o “tabú” sean retomados en las aulas universitarias y resaltó lo positivo de la realización de este evento, pues permite un rejuvenecimiento del pensamiento.

Toscano agregó que lo fundamental es que se socialicen las ideas de las distintas personas que ven al mundo con una visión diferente a la oficial, “lo importante es que eso llegue a la conciencia de la gente, sobre todo a la conciencia de los y las estudiantes”.

“Me gustó ver el otro rostro de Marx, pues el expositor nos dejó a nosotros elegir si adoptamos la teoría marxista o no. El problema con mis compañeros y yo, es que conocemos solo partes de las obras de algunos autores y con Marx ciertos profesores nos dicen hasta las páginas específicas que debemos leer, entonces resulta poco serio realizar estudios universitarios así”, dijo Carolina Cuenca, estudiante de cuarto semestre.

Ana Ayala, estudiante de quinto semestre de la Facso, expresó que “lo que Marx quiso hacer es entender el capitalismo para combatirlo. Muchos de los catedráticos se empeñan en ser solo pensadores sin tener un accionar. Es importante retomar Marx porque la cátedra y el sistema nos quieren quitar las materias de Teoría Crítica, fundamental para los comunicadores”.

Las dos estudiantes de la Facso concordaron en que los alumnos(as) tienen la responsabilidad de auto-educarse. “Si queremos cambiar debemos comprometernos en desarrollar estudios más elevados y serios en nuestro país, tener la convicción que un país distinto es posible”.

Conferencia: Los nuevos rostros de Karl Marx

A continuación, un extracto de la conferencia dictada por Marcello Musto : “Me siento en mi casa, me siento en una universidad viva, una simbiosis con las personas que estudian y trabajan aquí. ¿Quién era Marx? Los estudiantes siempre se han imaginado a Marx como una estatua, grande, duro, con barba y puede ser que lo consideren como una divinidad, un pensador muy grande y complicado, lo que intentaré es presentar un rostro humano de Marx”.

“Hoy vivimos una situación de paradoja, existen intelectuales que hablan de la posibilidad del fin del mundo y no de la posibilidad del fin del capitalismo, un sistema dramático que nos ha llevado a la crisis. Crisis que no es un incidente, sino un momento estructural y cíclico del capitalismo, porque el capital tiene que destruir las condiciones sociales que los trabajadores han ganado para empezar nuevamente una explotación más grande”.

“Marx es un autor que debe ser leído nuevamente y con muchas atenciones. Muchos estudiosos han dicho que él no ha hecho nada en sus últimos años de vida porque no ha publicado, pero no significa que no ha hecho. Marx no publicó porque quería estar seguro de lo que escribía, quería seguir estudiando. Recordemos que Marx era un ser humano y nosotros debemos completar las cosas que ha hecho”.

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Revoluciones latinoamericanas atrapan las miradas del mundo

Quito (Pichincha). – No estaba muerto. Karl Marx se levantó en la Facultad de Comunicación Social (FACSO) de Quito durante la conferencia que compartió el filósofo napolitano, Marcello Musto, quien destacó que categorías de análisis y los conceptos marxistas son pertinentes para comprender la realidad de Europa, América Latina y Asia.

Además, el italiano presentó un apetitoso libro “Tras las huellas de un fantasma”. Editado por siglo XXI y, con artículos de una decena de autores, el texto promete demostrar que el pensamiento de Marx es más pertinente hoy que en su época. “En el tiempo de Marx, Inglaterra era el país más capitalista, hoy el mundo está capitalizado”, afirmó sin reparos.

Luego, Musto advirtió una traslación del marxismo hacia una Latinoamérica, en donde surge una ola de revoluciones ciudadanas que atrapa las miradas del mundo. “En las últimas elecciones el candidato francés del frente de la izquierda recogió elementos de la Revolución Ciudadana que se emprende en Ecuador”, dijo.

Otro aporte que brindó fue la posibilidad de aunar el marxismo con la cultura andina. En los últimos años se ha demostrado que “el marxismo, el comunismo y la teoría más clásica del movimiento obrero pueden juntarse con la realidad andina”.

Se refirió a Evo, Chávez, Correa como “líderes políticos con una personalidad muy fuerte”. También, los calificó como “figuras carismáticas” de una izquierda latinoamericana impulsadora de “un proceso con cambios radicales” que no se contamina del “progresismo conservador”.

Esto se ha logrado, según su ponencia, por “la capacidad de movilización de los líderes y la participación social”. El filósofo levantó las cejas cuando dijo que los dirigentes de los procesos revolucionarios han logrado “mirar con sus ojos y escuchar las demandas que llegan de la calle”.

Admitió que está seducido por conocer más de cerca las transformaciones en la realidad de los pueblos andinos. Esos que han mostrado, en su opinión, “un proyecto de democracia radical que pasa por las comunidades, los trabajadores, las mujeres y los jóvenes”.

Para aseverar esto invita a mirar las constituciones aprobadas en Ecuador, Venezuela y Bolivia. “Son constituciones muy avanzadas”, añadió antes de reconocer que “son una contribución muy significativas de Latinoamérica para toda la izquierda mundial”.

Finalmente, Musto alzó la voz para identificar que el marxismo necesita pensar los nuevos conflictos y escenarios que proponen los gobiernos que llevan adelante las revoluciones ciudadanas en el siglo XXI. Así, dejó claro que “la cosa más importante es la conciencia de clase, la conciencia de lo injusto”.

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TMC at Left Forum

Toronto Media Co-op: Where are you from?

Marcello Musto: I’m originally from Naples, Italy but I have lived in Toronto since Sept, 2009. I work in the department of Political Science at York university, probably the most radical political science department in the Anglophone world.

TMC: Why are you here?

MM: This is the second year that I organized panels here and there are maybe two main things I do at the Left Forum.

The first is organizing panels on Marx and Marxism. After the latest economic crisis Marx is once again a la mode. After the last 3-4 years there have been many conferences dedicated to Marx, and I’ve done panels here over the last 3-4 years working with Marxist’s main theory.

I’ve also been organizing this panel for the second year, The Left In Crisis. The reasons I’m organizing this is because the left needs to understand this: the North American movement is very weak, but they don’t understand what’s happening in other parts of the world. So my task here is to organize this delegation to bring them here but also to let the people in North America know what’s going on with the movement in India, India, China, South Korea, Turkey, etc.

TMC: What do you feel comes out of Left Forum?

MM: My idea is that the Left Forum is still very weak and is much less organized and strong than the World Social Forum in Porto Alegre, for example. But this is not because there are more people there, it simply reflects the actual movement in North America. Therefore the forum is isolated, weak and not organized and I don’t think it will offer a lot now in this historical phase as a manifestation of what to do. Today is exciting but it is very vague and I can feel a weakness in terms of collaboration.

TMC: Then why do you come here?

MM: I come because this is what we have and – as I said – I’m from Naples… we have to make the pizza with what ingredients we have. Hopefully, there will be something better in the future.

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Una nuova stagione democratica

Ripensare Marx e i Marxismi «Una nuova stagione democratica» Marcello Musto presenta il suo nuovo libro: «Con la partecipazione si cambiano gli indirizzi economici» RIMINI. Verrà presentato oggi alle 17.45, nella Sala del Buonarrivo della Provincia, il libro “Ripensare Marx e i marxismi” (Carocci Editore) di Marcello Musto, docente di Teoria politica all’Università di York, Canada.

Musto sarà intervistato dall’economista Lucio Gobbi. L’incontro è organizzato dall’Istituto Gramsci di Rimini. Professor Musto, non si è già detto e scritto tutto su Marx? In che cosa differisce il pensatore che emerge dal suo libro dalla figura che è stata finora tramandata?

« Marx è stato sottratto al suo contesto storico più di ogni altro autore. È stato piegato da più parti in funzione di contingenze e necessità politiche, e a queste poi assimilato. Critico rigorosissimo, è diventato invece la fonte del più ostinato dottrinarismo. Marx sosteneva ad esempio che “l’emancipazione della classe operaia deve essere opera dei lavoratori stessi”, ma è stato ingabbiato, al contrario, in una ideologia che vedeva prevalere il primato delle avanguardie politiche e del partito nel ruolo di propulsori della coscienza di classe e di guida della rivoluzione. Non sono tra coloro che sostengono che si debba parlare di un Marx “sconosciuto” ogni volta che viene pubblicato qualcosa di nuovo, ma da questo lavoro, una lettura libera dalla pressione ideologica pre-1989, emerge un autore che in alcuni punti è molto diverso da quello che l’Occidente ha considerato nei decenni passati, sia per i limiti del marxismo-leninismo, sia per la propaganda maccartista americana. Marx è stato descritto come il diavolo a cui imputare tutti i disastri del Novecento, dipingendolo come difensore dello Stato sovietico, lui che era un convinto assertore dell’aboli zione dello Stato; tramandandolo come teorico della dittatura del proletariato, quando invece usò questa espressione soltanto 12 volte, contando anche le lettere private, e con una connotazione molto diversa a quella che si è data in seguito. Ci tengo a dire che questa lettura di un “altro Marx” non è una lettura del Marx morto, ma di un Marx politico, e di grande attualità, perché oggi ci appare proprio come un autore, se non l’autore, più importante a cui chiedere aiuto in tempi di crisi».

Ma in che modo Marx (e il marxismo) possono essere una chiave per interpretare la crisi economica e finanziaria? E in che modo possono aiutare ad uscirne?

«Le statistiche fornite da ll’Organizzazione internazionale del lavoro parlano chiaro: il numero dei disoccupati nel mondo ha raggiunto i 200 milioni, 27 milioni in più di quelli esistenti prima dello scoppio della crisi nel 2008. Marx, frettolosamente considerato “morto” dopo la caduta del muro di Berlino, è ritornato oggi di grande attualità e la sua analisi critica del capitalismo è stata magnificata da giornalisti e analisti finanziari di tutti i principali quotidiani e settimanali del mondo, progressisti e conservatori. Vi è un abisso tra la sua elaborazione e quella degli economisti che, ai nostri giorni come al suo tempo, individuano le cause della crisi nella speculazione e in L’incontro promosso dall’Istituto Gramsci oggi a Rimini un’eccessiva avidità per il profitto. Marx li paragonava a quei filosofi della natura che consideravano la febbre come la causa di tutte le malattie. Le crisi sono, invece, una parte essenziale del capitalismo, non incidenti di percorso. Non solo e non tanto dovute al l’“ assenza di regolamentazione” del mercato, come ci hanno raccontato, ma un suo momento ciclico e strutturale. È insita nel capitalismo la necessità di distruggere (ba- «Ma il Marx di cui c’è oggi più bisogno – continua Musto – è quello politico. La realtà in cui viviamo parla di un fallimento senza appelli del capitalismo. E davanti a noi c’è il pericolo di una spirale della guerra e della xenofobia. È necessario ripensare un’alternativa, e il pensiero di Marx offre ancora le basi per farlo. Un cambiamento di progresso ed emancipazione sociale non avverrà, però, grazie agli Obama o ad altri leader carismatici, ma soltanto attraverso una nuova stagione di amplia e radicale partecipazione democratica ».

Nella accezione comune, si tende a pensare che politica ed economia siano due cose differenti: la crisi ha reso evidenti i limiti della politica (o del sistema dei partiti) nella risoluzione dei problemi economici, con il conseguente ricorso ai “tecni – ci”. Eppure non dovrebbe essere la politica a indicare la via d’u sc i ta ? La politica ha abdicato al suo ruolo? E come può riappropriarsene?

«Per “ristabilire la fiducia dei mercati” o cc o rr e procedere spediti sulla strada delle “ r i f o r m e strutturali”. È questa la litania che da mesi ci viene riproposta. Ma negli ultimi anni l’espressione “ri – forme strutturali” ha subìto una radicale trasformazione semantica. È divenuta sinonimo di scempio sociale: riduzione salariale, revisione dei diritti dei lavoratori circa le norme che regolano l’a ssunzione e il licenziamento, aumento dell’età pensionabile e privatizzazioni su larga scala. Dunque non riforme (termine che appartiene al lessico socialista), ma nient’a lt ro che la realizzazione dei diktat della Banca centrale europea, ritorno al capitalismo selvaggio dell’Otto – cento». «E un’altra impostura terminologica – spiega Musto – si nasconde dietro le parole “governo tecnico”. Dietro la maschera ideologica dell’apoliticità si nasconde, al contrario, un progetto eminentemente politico e dal contenuto assolutamente reazionario. Il trasferimento del potere decisionale dalla sfera politica a quella economica; la trasformazione di possibili decisioni politiche in incontestabili imperativi economici. La ridislocazione di una parte della sfera politica nell’economia, come ambito separato e immodificabile, il passaggio di potere dai parlamenti (già svuotati del loro valore rappresentativo da sistemi elettorali maggioritari e da revisioni autoritarie del rapporto tra il potere governativo e quello legislativo) al mercato e alle sue istituzioni e oligarchie, costituisce il più grave impedimento democratico del nostro tempo. I governi non discutono più quali indirizzi economici adottare, ma sono gli indirizzi economici a generare la nascita dei governi ».

Dunque, come se ne esce? Come si dà il via a «una nuova stagione di amplia e radicale partecipazione democratica »?

«Non credo ci si possa affidare a dei leader politici, o che lo strumento delle primarie possa essere il punto ultimo. C’è bisogno di una stagione democratica, e questa può nascere veramente solo se c’è una partecipazione collettiva, sociale. Bisogna rimettere in circolo le energie. In Francia o in altri paesi come la stessa Grecia qualcosa sta cambiando: se i movimenti tornano a parlarsi tra loro, se finisce la guerra fra poveri, se le critiche al mercato riescono a coagularsi attorno a una piattaforma politica, può rinasce una stagione di mobilitazione, un movimento ampio di partecipazione, fondamentale per poi cambiare gli indirizzi economici ». (vera bessone) sti pensare a quanti “lune – dì neri” della Borsa ci sono stati) per poi accumulare di più. Come? con la disoccupazione, con l’au – mento delle ore lavorative, con la diminuzione dei salari. Un sistema economico anarchico e irrazionale, altro che “equilibrio del mercato”». Il libro; a lato Marcello Musto «Marx è stato piegato da più parti in funzione di necessità politiche» «L’espressione “riforme strutturali” è divenuta ormai sinonimo di scempio sociale»

«Il passaggio di potere dai parlamenti al mercato e alle sue istituzioni e oligarchie costituisce il più grave impedimento democratico del nostro tempo»

_ Con la dissoluzione dell’Unione Sovietica, Marx venne considerato un pensatore da destinare all’oblio. La crisi economica internazionale del 2008 ha riportato, invece, nuovamente alla ribalta la sua analisi del capitalismo e le recenti acquisizioni filologiche della Marx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA²), la nuova edizione storico-critica delle sue opere, hanno offerto agli studiosi nuovi testi che dimostrano la distanza tra la teoria critica di Marx e il dogmatismo dei marxismi dominanti nel Novecento. Dalla disamina critica e innovativa, realizzata in “Ripensare Marx e i marxismi” emerge un “altro Marx”, un pensatore molto diverso da quello raffigurato, per lungo tempo, da tanti suoi critici e presunti seguaci.